A lei do silêncio imposta pelo presidente Alberto Maia, após o jogo do último sábado (15), contra o Oeste-SP, continuará no Paysandu até a segunda ordem. Foi o que informou, ontem, por telefone o dirigente bicolor.
Segundo ele, a liberação ou manutenção do veto a coletivas com o técnico Dado Cavalcanti e seus jogadores para as entrevistas será decidida em reunião entre os diretores do clube. “Só após a reunião da diretoria é que teremos uma decisão. Até lá vamos continuar sem conceder entrevistas à imprensa”, limitou-se a dizer Maia, que se recusou a dar mais detalhes e alegou que os dirigentes também não falarão.
A decisão de suspender as entrevistas foi tomada por Maia depois que um torcedor do clube, que é vereador em Ananindeua, questionou na Rádio Clube do Pará as contratações feitas pelo Paysandu. O torcedor acusou a diretoria bicolor de contratar jogadores que pertenceriam a um empresário, que, segundo o torcedor, teria ligações com o treinador. O dirigente não gostou das críticas e determinou a suspensão das entrevistas. Com isso, os repórteres também tiveram o acesso à Curuzu proibido.
Um dos questionamentos levantados pela imprensa dizia respeito aos patrocinadores do clube, que não estão sendo exibidos na mídia televisiva e escrita.
Com isso, os anunciantes acabam prejudicados, já que pagam, mas não têm suas logomarcas divulgadas ao público. Outra situação prejudica o torcedor, que não tem informações passadas pelo treinador e seus comandados.
A decisão tomada por Maia, na opinião de parte da imprensa, lembra a gestão de Eurico Miranda em sua primeira passagem pela presidência do Vasco-RJ, quando o dirigente tinha desentendimentos com jornalistas.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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