Foi só a delegação do Remo deixar o estádio Raimundo Ribeiro para que a diretoria recebesse uma enxurrada de questionamentos sobre a postura do time e consequentemente os motivos que levaram a comissão técnica a optar por tal formação.
Veja como foi o desembarque remista:
Não houve outra solução, a não ser chamar todo mundo para uma conversa. “Nós tivemos uma longa conversa com a comissão técnica. Foi algo vergonhoso, muito ruim para o nosso clube e o próprio Cacaio admitiu que estava envergonhado com o resultado. Chegamos como líder. Ficou um mal estar tremendo. Recebemos dezenas de ligações de todos os lados”, advertiu outro membro da diretoria.
Segundo ele, tamanha descrença chegou até a colocar em risco a permanência do técnico Cacaio. “A gente decidiu conversar com ele. Foi uma conversa muito franca, aberta e sincera. Entretanto, decidimos por unanimidade pela permanência dele. O histórico no Remo desde março é altamente positivo, então a gente decidiu confiar nele, tem o nosso prestígio, mas precisamos cobrar, até porque faz parte do futebol”, conta.
Na conversa, entre outros pontos, fez surgir algumas revelações que podem surtir efeito já na próxima partida. A principal delas foi a própria autocrítica de quem dirige e arma a equipe. “A comissão técnica admitiu que pode ter errado, entrando com três volantes, e isso é importante, admitir que foi vexatória a derrota, dos males, essa derrota nos fez crer que não há nada ganho e que ainda temos muito o que melhorar”, encerra o dirigente.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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