A polêmica ainda rende nas redes sociais, após torcedores do Fluminense chamarem os paraenses de índios, por causa do jogo da última quinta-feira (20), pela Copa do Brasil. Ainda teve mais uma postagem que movimentou a rede, um fake chamado Nicole Silva escreveu em seu perfil do Facebook ofensas mais graves aos belenenses e paraenses, a imagem foi printada e postada em uma fan page de torcedores do Papão.
Paraenses reagem a comentário ofensivo.
Os cariocas se pronunciam para afastar de vez qualquer “mal entendido’ que possa existir entre os dois estados. Márcio Moura, nascido e criado no Rio de Janeiro e torcedor do Fluminense, escreveu um texto mostrando que não há distinção entre os povos brasileiros.
“Existem algumas versões sobre a origem da palavra Carioca, mas a única certeza que é oriunda do Tupi.
O território brasileiro era povoado por índios até a chegada dos Portugueses.
Fluminense vem do Latim: Flumem = Rio, é como se fosse Riense.
Na África se deu a origem do Homo Sapiens.
Tais explicações servem para explicar aos desavisados torcedores tricolores que somos todos iguais e que não vejo como ofensivo ser chamado de índio.
Sobre o post de negro e índios serem supostamente inferiores, prefiro não comentar e apenas desejo para essa pessoa muito amor em sua vida, pois a melhor maneira de combater o ódio é com o amor.
Aos que se sentiram ofendidos, mesmo sem ser autorizado oficialmente, peço desculpas em nome do Fluminense Football Club e sua imensa torcida mundo afora por pensamentos de uma minoria que assim como todos os Homens Sapiens, erram.
Aos Índios, peço desculpas em nome do "homem branco" e agradeço por cuidarem tão bem desta terra até a nossa destruidora chegada.
Aos torcedores do Paysandu, parabéns pela partida em que mereceram vencer e principalmente pela linda festa que fizeram no Maracanã (semelhante a um chocalho em tupi-guarani).
E a todo povo Paraense, sejam sempre bem-vindos ao meu, de vocês, nosso Rio de Janeiro, estaremos sempre de braços abertos (vide o Cristo Redentor no alto do Corcovado).
Que um dia eu possa conhecer seu lindo Estado e a maravilhosa festa que suas torcidas fazem no histórico Mangueirão.
A toda torcida tricolor, uso uma parte do nosso hino
"Branco é Paz e Harmonia".
Saudações Tricolores”
O jogador Rodrigo Guerra, também do Rio de Janeiro (RJ), que atuou no Clube do Remo em 2013, também falou sobre esta polêmica. “O preconceito corresponde a minoria. Esse pessoa não sabe o que está falando. Fiz alguns amigos em Belém e tenho carinho especial pela cidade. Vocês fizeram um espetáculo bonito no Maracanã, coisa que os cariocas não vão fazer ai. Estão de parabéns”, escreveu.
(DOL)
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