Acostumado a grandes decisões e clássicos desde que era atleta da base, o goleiro Fernando Henrique não esconde o desejo de encontrar definitivamente a torcida remista. Depois de três partidas na Arena Verde, em Paragominas, onde jogou com média de aproximadamente mil torcedores presentes, ele está ansioso pela oportunidade de ver, pelo menos, mais de 20 mil torcedores empurrando a equipe diante do Vilhena.
“Uma das coisas que fez eu vir para o Clube do Remo, era porque sabia que teria muita pressão. Eu sou acostumado a desafios desde quando nem era do profissional. Gosto de públicos grandes e eles me dão força. O que eu mais quero é que o estádio esteja lotado, que haja cobranças. Isso que faz o atleta ser vencedor. Se eu não quisesse pressão, jogava em outro clube, um time de menor expressão”, avalia o arqueiro.
Aos 31 anos, Fernando Henrique começou a carreira do Fluminense. Chegou à seleção de base, antes de ser bicampeão carioca, campeão brasileiro, da Copa do Brasil e vice na Libertadores de 2008. Outra fase marcante na carreira dele foi a época no Nordeste, onde vestiu as camisas de Ceará e Fortaleza. Por muito pouco, o arqueiro não assinou contrato com o Paysandu, no começo do ano.
Assim como ele, vários jogadores não tiveram a oportunidade de conhecer o “Fenômeno Azul”, como é conhecida a torcida azulina. Às vésperas da última partida da primeira fase, ele acredita que a força das arquibancadas será fundamental no ânimo dos atletas. “Todo mundo gosta de jogar com torcida. É um estímulo que ajuda muito, principalmente quando estamos finalizando uma campanha bem-sucedida, como foi a nossa”, encerra ele, sobre a participação do time na fase de grupos da Série D.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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