O início apressado parecia prever que o jogo seria “meio fácil”. O “meio” em questão significa dizer que o Remo precisava vencer, além do adversário, também um velho inimigo, mais precisamente os erros de finalização. Com um time montado e reestruturado para jogar na frente, aos poucos o Leão Azul foi se soltando, e quando a bola começou a entrar, os atacantes, enfim, puderam tirar um peso das costas.
Primeiro veio Léo Paraíba, que começou o jogo como uma locomotiva, infiltrado constantemente pelo setor esquerdo, até fazer o seu. “Graças a Deus consegui acertar aquele chute. Eu vi que o goleiro me dava condições e arrisquei. Tive sorte de bater bem na bola e ele não ter tido tempo de alcançar”, resumiu o atleta.
No segundo tempo, foi a vez de Silvio. Foi o seu segundo gol nesta Série D. “Foi uma boa jogada. O Eduardo viu que eu estava bem posicionado e colocou certo. O professor Cacaio sempre fala para a gente ter tranquilidade na hora de finalizar, então eu observei bem e bati consciente”, analisa o jovem atacante.
E coube ao volante Chicão dar números finais à peleja. O volante tranquilo, dono de passes precisos e subidas inesperadas, fez uso de mais uma avançada, aos 34 da etapa final, para concluir de cabeça a cobrança de escanteio de Eduardo Ramos. No geral, os gols perdidos poderiam ter dado ao Remo uma sonora goleada, mas em clima de festa e reencontro, os 3 a 0 fizeram bonito.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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