Se esperava algo em torno de 25 mil torcedores, o departamento de futebol do Remo saiu do último jogo do time bastante satisfeito. Foram quase cinco mil azulinos a mais nas arquibancadas do Mangueirão. Uma renda de R$ 766.666,00 brutos, mas que no fim das contas serviu apenas para tampar um pouco da brecha financeira que já alijava os cofres do clube.
“A nossa expectativa era essa, de 25 mil a 30 mil torcedores. Foi atingida a nossa meta, quase 30 mil pessoas, excelente. A torcida está de parabéns”, elogiou o coordenador de futebol do Remo, Sérgio Dias, que enumera a ordem das despesas. “Agora, pagamos o restante do mês de junho dos atletas, pagamos o mês de junho dos funcionários, R$ 12 mil do hotel da concentração, várias outras despesas, além da Justiça do Trabalho”, detalhou.
Somente para os débitos trabalhistas do clube foram destinados R$ 240 mil da renda bruta. “Nós estamos cumprindo tudo o que acordamos com a Justiça. Tudo isso, todos esses compromissos, nos deixam sem absolutamente nada do final das contas, mas pelo menos estamos honrando a imagem do clube”, contrapôs.
Entretanto, por voltar a campo somente no próximo dia 4 de outubro em Belém, o Remo vai precisar de mais uma ajuda amiga da torcida. “Vamos fazer um amistoso neste domingo, às 16 horas, contra o Castanhal, no Mangueirão. O ingresso vai sair por R$ 20. Será a apresentação oficial do atacante Kiros, que já está no BID e depende somente do professor Cacaio para entrar em campo”, convidou o dirigente.
Para o primeiro mata-mata, a diretoria estuda junto ao Ministério Público aumentar a carga de ingressos, de 30 para 40 mil. Se assim for, os preços serão reajustados: R$ 40 (arquibancada) e R$ 60 (cadeira).
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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