Um dos destaques da vitória de 3 a 0 sobre o Vilhena, no último domingo, foi o atacante Léo Paraíba. Foi dele o primeiro gol, em um belo chute colocado no ângulo do goleiro Vagner. Além deste, outros lances de perigo, passes certos e velocidade pela direita foram comuns em boa parte do primeiro tempo. No segundo, ele caiu de rendimento, mas já havia feito o suficiente para chamar a atenção do técnico Cacaio.
Veja o treino remista:
“Atacante precisa de sequência de jogos e eu não tive. Fui entrando, mas em 20, 30 minutos você não vai mostrar o que tem. Eu espero melhorar cada dia mais. Pelo professor ter optado por mim, me deixou muito feliz, além da oportunidade de ter feito aquele gol. Acredito que o meu papel eu estou cumprindo”, observa Léo, que não esconde a preocupação com os erros. “Eu me cobro muito. Não só eu, quanto a minha família. Eu acho que estou entrando na mesma situação em que estive no Princesa do Solimões. Fiz uma boa temporada lá e acredito que está acontecendo o mesmo aqui”.
Com 27 anos e experiência no futebol das regiões Norte, Nordeste Sul e Sudeste, ele admite nunca ter presenciado uma festa tão grande quanto a que foi apresentada pela torcida do Remo. Foram quase 30 mil pessoas empurrando o time.
“Quando eu entrei em campo e olhei, fiquei impressionado. Os meus colegas até brincavam comigo. Eu nunca tinha jogado com uma torcida grande a favor, gritando”, observa ele, com a lembrança ainda feliz do momento mais importante para ele. “Na hora do gol, da emoção, a gente não sabe em o que fazer direito. Todo mundo quer abraçar, brincar. É difícil expressar a alegria”, encerra o autor de dois gols nesta Série D.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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