Na primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D, o Remo marcou 14 gols, conquistando assim a melhor soma entre os cinco times que compuseram o Grupo 1. Entretanto, de todos os gols marcados, apenas seis, menos da metade, foram assinados por atacantes. A média só não incomoda porque representa a ofensividade do grupo, mas deixa a desejar em um critério que impõe respeito aos adversários: o perigo do ataque.
Se for dividido por nomes, a conta desce um pouco mais. Entre os 40 participantes do campeonato, o Remo está na humilde 32ª posição entre os artilheiros, com Léo Paraíba, Silvio, Chicão e o zagueiro Henrique. Seus homens de área sequer chegam perto da marca do atacante Jonatas, do São Caetano, com 11 gols. Essa preocupação dos azulinos tem sido combatida, conforme orienta o técnico Cacaio, na base de muito treino.
Na tarde de ontem, no estádio Evandro Almeida, os jogadores fizeram um exaustivo trabalho com bola parada. Cobranças de penalidades, faltas, escanteios, cruzamentos e entradas de área. Nada escapou aos olhos do treinador, que deseja ver seus atletas eliminarem de vez a baixa produtividade na hora mais importante do jogo.
Ao que pesa, os atletas estão empenhados, mas sabem que a perfeição só vem com muita prática. “Nós trabalhamos até não enxergar mais a bola”, brincou o zagueiro Henrique, traduzindo um pouco, em tom de brincadeira, o esforço a mais que os atletas têm sido submetidos. “Esse é um momento que a gente não pode errar. Os jogos passaram e conseguimos ter uma classificação tranquila, entre os três melhores da competição. Entretanto, um vacilo e a gente pode sair, então a ordem é ir para cima bem preparado”, complementou o defensor.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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