As lesões e a ameaça de suspensão são fantasmas que seguem a perseguir o técnico do Paysandu, Dado Cavalcanti, a apenas dez rodadas do fim da Série B do Brasileiro. O treinador tem em seu elenco, no momento, quase um time inteiro de ‘pendurados’ com dois amarelos e que a qualquer momento poderão levar o terceiro e, assim, desfalcar o time em jogos decisivos. Não bastassem os ameaçados por suspensão, Dado ainda tem de se preocupar com os atletas entregues ao departamento médico do clube, para tratar de lesões variadas, alguns sem perspectiva de liberação imediata.
Veja a reapresentação bicolor:
Quase a defesa inteira bicolor corre risco de suspensão. As exceções são o goleiro Emerson e o lateral-direito Yago Pikachu. Os demais, no caso, os zagueiros Thiago Martins e Gualberto, além do lateral-esquerdo João Lucas, acumulam dois amarelos. E não é só isso. O zagueiro Fernando Lombardi e o lateral-direito Luis Felipe, reservas imediatos, também convivem com a mesma situação. Existem ainda os casos do meia Edinho e do atacante Misael e dos lesionados Ricardo Capanema e Welinton Junior, ambos na lista dos ameaçados de não poder defender o time, caso venham a levar o terceiro cartão.
Além de Capanema e Welinton, que não tem previsão exata de volta aos treinos e, consequentemente, aos jogos do time, estão no departamento médico os atacantes Betinho e Leandro Cearense, que tratam de contusões musculares. O primeiro chegou a ser relacionado e até escalado para enfrentar o Vitória-BA, no último sábado (26), mas sentiu dores na região posterior da coxa direita e acabou vetado ainda nos vestiários. Já Cearense não pôde atuar pela equipe nas duas últimas rodadas do Brasileiro.
O técnico, em princípio, valoriza o material humano que dispõe e tenta amenizar o problema. Contudo, ele admite que os desfalques prejudicam seu trabalho. “Temos jogadores que podem suprir as ausências. Mas acabamos perdendo alguma coisa, como o entrosamento, por exemplo”, confessou.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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