Enquanto os jogadores reservas treinavam, membros do departamento de futebol do Remo, acompanhados do presidente em exercício, Manoel Ribeiro, debatiam em outro ambiente da toca azulina.
Após o encontro, a alta cúpula remista foi à beira do gramado assistir a atividade. No ambiente remista a pressão é grande, mas para evitar mais problemas os atletas minimizam o clima de cobrança. “Estamos com uma relação perfeita entre os jogadores e a diretoria. O ambiente não é bom, pois sabemos que o time não fez uma boa partida, mas isso não atrapalha a nossa relação com eles. Existe o apoio, sim, embora o elenco todo tenha decepcionado. É inexplicável”, admitiu Ilaílson.
O volante reconhece a atuação ruim do time e não poupa críticas ao próprio desempenho. “Eu nunca joguei naquela condição. Estava muito quente e isso deixava a língua no céu da boca (seca), então talvez isso tenha atrapalhado. Sei que taticamente não funcionamos, mas várias coisas contribuíram para não fazermos gol. Quem não faz, leva. Não adianta lamentar”, analisou.
Já a diretoria não se manifestou sobre a reunião isolada, mas, segundo informações de bastidores, alguns andam insatisfeitos com o modo que o futebol é conduzido.
Em dado momento, numa roda de conversa, o diretor Milton Campos chegou a manifestar opinião em relação ao estádio estar fechado. Ele queria que os portões fossem abertos, pois, segundo o diretor, “jogar no Remo é assim. É pressão”, disse. Entretanto, o trabalho continuou reservado à diretores e imprensa.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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