A primeira atitude de Cacaio quando assumiu o Remo foi fechar o meio de campo com uma trinca de volantes que marcavam forte e tinham qualidade na saída de bola. Ilaílson era um desses atletas. Seis meses depois, com a saídas de Dadá e Ameixa, o jogador é, ao lado de Eduardo Ramos, o único remanescente daquele meio campo.
Apesar dos bons resultados em campo, o atleta entrou em uma fase de desgaste com a torcida, após uma quase travessia para o Paysandu. Hoje, no entanto, ele afirma que essas rusgas são passado. “Estamos dando o sangue em todos os jogos, como a torcida pede. O time inteiro é muito unido, todo mundo joga na mesma pegada”, garantiu.
Indagado sobre qual esquema de jogo o time deveria adotar, o volante afirmou que o mais importante diz respeito a pegada do time, em campo. Mas não esconde que a equipe precisa ser cautelosa. “Temos que jogar com a mesma vontade ou melhor do que no último jogo. Não pode ser abaixo daquilo, temos que ir com tudo. Mas precisamos de um pouco de cautela, porque vamos jogar com o Operário nos seus domínios, mas temos jogadores experientes no grupo que já passaram por situações assim”, analisou Ilaílson.
As estatísticas do site Chance de Gol, que apontavam o Leão como pouco cotado ao acesso, repercutiu dentro do grupo azulino. “Quem tem boca fala o que quer. No futebol são onze contra onze. Se eles acham que eles são favoritos, eles vão ter que demonstrar dentro de campo. Cabe a nós, como o Remo, fazer a nossa parte para ir adiante”, comentou o volante, que afirma que não conhece o Operário-PR, mas o respeita. “É o atual campeão paranaense. Se chegou nas quartas de final é porque tem grandes jogadores e um time qualificado. Vai ser um grande jogo”, projetou.
(Taion Almeida / Diário do Pará)
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