A tensão da torcida, inquieta com a sequência de até então quatro jogos sem vitória já se fazia presente nas arquibancadas desde o primeiro tempo do jogo entre Paysandu e Macaé-RJ. Um apupo e uma vaia aqui e acolá. O sentimento se aplacou com o gol de Leandro Cearense, mas os bicolores não se conformavam com os erros de passe e a letargia como o time respondia.
Após o gol de Gedeil, o coro de ‘burro, burro!’ tomou as arquibancadas em uníssono. A insatisfação era total, mas o técnico Dado Cavalcanti não se esquivou das críticas. “Não tem muito o que explicar. É um sentimento de derrota. Saímos daqui derrotados moralmente, mesmo com um ponto a mais. O torcedor tem toda razão de estar chateado. Não temos o direito de tirar isso do torcedor”, admitiu.
O treinador definiu a partida como a pior que o time fez sob seu comando, mas preferiu não citar nomes de atletas ou de setores. “Faltaram várias coisas. Erramos muitos passes, baixamos a linha de marcação de forma inadmissível. Com um homem a mais, é para marcar homem a homem e deixar sempre sobrando um homem nosso. Diminuímos o ritmo, não fizemos contra ataque, perdemos a posse de bola... Não tem o que explicar, seria ‘mimimi’, ou ladainha. Não jogamos hoje”, ressaltou.
Dado comentou que o time não teve foco, talvez pela possibilidade de assumir a terceira colocação com um saldo melhor. Ele também lamentou a ausência de algumas peças importantes. No entanto, destacou que o problema fundamental não se deveu a nada disso. “Óbvio que as ausências fazem falta, mas acho que antes de mais nada faltou mais atitude em campo, para atacar e controlar mais o jogo”, analisou o técnico.
Ainda de acordo com o comandante, porém, é importante destacar que o time não está na briga contra o rebaixamento. Apesar da distância ter crescido para dois pontos, o G4 ainda é perfeitamente alcançável. Cabe agora ao Papão ter força para promover uma arrancada nas últimas sete partidas restantes.
(Taion Almeida / Diário do Pará)
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