“Foi feito pra nós.” A autocrítica foi feita, ontem, pelo atacante Misael ao analisar o tropeço do Papão diante do Macaé-RJ. O atacante, que fez apenas uma jogada de perigo na partida, lembrou a bisonha atuação do time, que, segundo ele, deixou se envolver pelo visitante. “Tínhamos um jogador a mais, vencíamos por 1 a 0 e deixamos o adversário tocar a bola e chegar ao empate”, lembrou. “Isso tem mesmo de doer, tem de machucar para que o grupo consiga inverter essa situação no próximo jogo. Se não for assim não vamos conseguir o nosso objetivo, que é o acesso para 2016”, prosseguiu Misael.
O atacante foi além nas críticas ao time. “Temos de mudar a postura de nossa equipe. Estamos aceitando o jogo do adversário e esse jogo contra o Macaé deve ficar como uma lição”, observou. “Se ficarmos nessa situação, não vamos chegar a lugar nenhum”, previu. Misael falou, ainda, sobre a missão que recebeu do técnico Dado ao ser escalado no sábado. “O professor pediu para que eu jogasse de um lado e o Roni do outro lado do campo porque a gente tinha o Valdívia no meio para fazer as penetrações. Sem a bola, eu tinha a obrigação de ajudar pelo lado (direito) do Djalma”, explicou o atleta.
A tendência é de que Misael, pelo fraco futebol que apresentou diante do Macaé, deva ser sacado do time. Aylon tem boas possibilidades de voltar ao time, formando dupla de ataque com Leandro Cearense. A dupla, entre todas as que foram utilizadas por Dado, foi a que mais deu retorno. O curioso é que o treinador tinha a sua disposição Aylon para enfrentar o Macaé, mas preferiu apostar na escalação de Misael, segundo ele, “para tentar as jogadas pelo chão” na área inimiga, o que acabou não acontecendo.
(Nildo Lima / Diário do Pará)
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