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ESPORTE BRASIL

Site cita motivos para torcer por Remo e PSC

Com o acesso do Clube do Remo à Série C e a participação do Paysandu na Série B, com chances de subir para A, os times paraenses são os representantes da Região Norte no cenário nacional do futebol. O site iG resolveu, então, listou algumas boas razões p

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Com o acesso do Clube do Remo à Série C e a participação do Paysandu na Série B, com chances de subir para A, os times paraenses são os representantes da Região Norte no cenário nacional do futebol.

O site iG resolveu, então, listou algumas boas razões para se torcer pelo dupla de Belém:

1 – Nacionalizar o Brasileirão

Afinal, não estamos falando de uma Copa Sul-Rio-Minas, não? Há, em teoria, espaço para todos na competição. Em sua edição 2015, porém, os únicos times que estão fora das Regiões Sul e Sudeste são o Goiás e o Sport. Muito pouco para um país com área total de 8 515 767,049 km².

A última vez que a Região Norte esteve representada na Primeira Divisão brasileira foi em 2005, com o próprio Paysandu. Já o Remo não enfrenta os adversários de primeiro nível desde 2000, quando avançou à fase final da confusa Copa João Havelange, que honrou o nome, como terceiro colocado do Módulo Amarelo, superando o Papão num confronto direto. Na ocasião, foi eliminado pelo Sport nas oitavas de final.

2 – São clubes de massa

Uma coisa é enfrentar a dupla Re-Pa em baixa. Outra, bem diferente, é desafiá-los em Belém num momento de empolgação de suas torcidas. Que o digam os rivais do Remo pela Série D, que viram o Mangueirão balançar, a ponto de levar o clube ao top 15 de melhores públicos do futebol brasileiro neste ano, superando Santos e Vasco, por exemplo. Na prática, a agremiação bancou mais de 45% da renda bruta da Quarta Divisão deste ano. Um episódio recente de destaque foi a comemoração do acesso à Série C pelas ruas da capital paraense, com carreata e tudo. A empolgação foi tanta que os atletas resolveram se deslocar no topo do ônibus, enquanto uma das músicas mais cantadas era “Tudo Nosso, Nada Deles”, de Igor Kanário. “O Remo é time grande. Queremos algo mais, e esse algo é o título”, disse o goleiro Fernando Henrique.

Já os torcedores do Paysandu mostraram força em duelo com o Fluminense pela Copa do Brasil, lotando o setor do Maracanã que lhe foi reservado, em agosto. Em diversos momentos do jogo, eles cantavam mais que os cariocas. A presença marcante em jogos fora de casa também pode gerar confusão, infelizmente. Após uma partida contra o Santa Cruz em setembro, no Recife, houve conflito entre os grupos, mesmo com os visitantes sendo escoltados pela polícia rumo à sede do Náutico, de quem são aliados. No meio do trajeto, foram interceptados por brigões do Santa.

3 – O futebol paraense já revelou grandes craques

Sócrates nasceu em Belém. Giovanni vem de Abaetetuba. Já Paulo Henrique Ganso é cria de Ananindeua. Três grandes meio-campistas de gerações de diferentes vieram do Pará, com classe, talento e visão de jogo únicas. Outros fatores unem os três, coincidentemente: biótipo longilíneo e o fato de terem vestido a camisa do Santos; Ganso, inclusive, foi indicação de Giovanni, quando garoto. Eles são talvez as revelações mais famosas de lá.

Mas se for para rebobinar a fita e voltar aos anos 50, vamos nos lembrar também do centroavante Quarentinha, que marcou época pelo Botafogo, marcando mais de 300 gols pelo time. Antes de trocar passes com Didi e Zagallo, porém, ele fez sua estreia pelo Paysandu aos 16 anos de idade. Em tempos mais recentes, entre outros paraenses que fora, longe em sua carreira, temos o goleiro Paulo Vitor, reserva da seleção da Copa de 1986, e o lateral direito Charles Guerreiro, campeão brasileiro pelo Flamengo 1992 e que já fez gol pela seleção em um palco do prestígio de um Wembley.

4– O Paysandu já ganhou do Boca Juniors em La Bombonera

Esse foi um jogo bastante relembrado nas últimas semanas devido ao confronto entre Chapecoense e River Plate, para mostrar que o time catarinense poderia sonhar, sim, em derrubar um gigante argentino. A partida aconteceu pela Libertadores de 2003, depois de o Paysandu ter vencido a Copa dos Campeões, para ser o primeiro clube do Norte do país a disputar o torneio continental.

O duelo foi pelas oitavas de final, e o poderoso Boca de Carlos Bianchi, que viria a ser o campeão, levou um grande susto ao ser derrotado por 1 a 0 na temida La Bombonera. Esse foi o único revés que o time argentino, que tinha um certo Carlos Tevez no comando do ataque, sofreu em seu estádio durante toda a competição. Na volta, porém, o Papão foi goleado por 4 a 2, eliminado. É legal recordar que, antes de vencer o Boca, a equipe dirigida por Dario Pereyra havia feito uma grande campanha, tendo inclusive goleado o Cerro Porteño por 6 a 2, em Assunção. Os atacantes Robgol e Iarely eram alguns dos destaques do elenco.

Para falar em memórias internacionais, o Remo pode se orgulhar de já ter enfrentado o mítico Benfica dos anos 60, com Eusébio e tudo, sem fazer feio – e o Pantera Negra chegou a vestir a camisa do Leão, para ficar nos apelidos animais. O amistoso terminou em 1 a 1, no estádio Evandro Almeida, com gols de Amoroso para os donos da casa e Torres para os ilustres forasteiros.

5 – Eduardo Ramos virou um “Mito” em Belém

O torcedor do Corinthians se recorda dele, certo? É o meia que foi contratado pelo clube em 2008, vindo do Anápolis, de Goiás, sendo revelado pelas categorias de base do Grêmio. O jogador nunca chegou a se fixar no time alvinegro e rodou Brasil afora, passando por São Caetano, Sport, Náutico entre outros. Hoje, parece ter encontrado o seu lugar, tendo se tornado o grande ídolo da torcida do Remo, a ponto de ser mais um a ganhar o apelido de “Mito”. Ramos faz ótima Série D e recebeu propostas do futebol chinês e dos Emirados Árabes, o que gera grande tensão entre os torcedores do Leão. O que seus representantes garantem é que, se for para mudar de clube, só se for para fora do país. No Brasil, Ramos hoje é 100% Remo.

O detalhe é que, em Belém, o meia de 29 anos jogou primeiro pelo... Paysandu, em 2013, pelo qual foi campeão paraense. No ano seguinte, porém, numa jogada de marketing do arquirrival chamado “Camisa 33”, virou a casaca e se transferiu diretamente para o rival. Imagine o clima na cidade, enquanto esperava na fila para comprar pipoca. A torcida do Papão não o perdoa até hoje, a ponto de hostiliza-lo em um cinema no centro da cidade, em setembro, quando reconhecido. O problema é que o ídolo remista estava totalmente desavisado:.naquela noite, a mesma sala de cinema colocaria em cartaz um documentário em homenagem ao seu ex-clube, intitulado “Paysandú, 100 anos de Payxão”.

6 – Já chegou a hora de ver Yago Pikachu na elite, não?

Ele se chama Glaybson Yago Souza Lisboa, mas pode chamar de Yago Pikachu, por favor. Ele cruzou com Paulo Henrique Ganso nos tempos de futsal, tem 29 anos, 1,69m de altura, joga como lateral direito e já tem mais de 50 gols na carreira. Se formos computar apenas os gols marcados pelas Séries C ou B ou pela Copa do Brasil, são mais de 30. Para comparar, o badalado Apodi, da Chapecoense, anotou quatro gols no atual Brasileirão. Neste ano, já brilhou em confrontos com Botafogo e Fluminense.

(DOL, com informações do IG)

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