“Estamos com tanta vontade de conseguir o acesso que eu não vejo a hora de acontecer o próximo jogo”. A ansiedade aflorada do técnico Givanildo Oliveira, para o confronto com o Paysandu, hoje, misturou-se à frustração por não poder estar à beira do gramado comandando o Coelho. Expulso na vitória por 2 a 1 contra o Boa Esporte-MG, na última terça, Giva terá de cumprir suspensão automática contra o Papão. Ele será substituído pelo auxiliar Cláudio Prates.
“São 33 anos como treinador e apenas uma expulsão, no início da carreira. É difícil você aceitar, mas como sempre eles (árbitros) mandam, fazem o que querem e, infelizmente, eu fui expulso”, lamentou Giva. A situação do treinador americano pode se agravar, caso a Procuradoria Geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ofereça denúncia contra ele. Caso isso aconteça, Giva corre o risco de pegar um gancho ainda maior.
Papão e Coelho têm em comum a identificação com Giva. O treinador entrou para a história do Papão por classificar a equipe para a Libertadores de 2003, ao conquistar a Copa dos Campeões no ano anterior. Além disso, ele foi pentacampeão estadual e leva no currículo o título da Série B de 2001.
Pelo Coelho, Giva conseguiu dois acessos para a elite nacional, sendo o primeiro após conquistar a Segundona (1997), e levantou também o caneco da Série C em 2009. Foram sete passagens pelo clube paraense e outras quatro pelo clube mineiro.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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