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Time teve muitos momentos de instabilidade

O técnico Dado Cavalcanti fez uma análise bem direta do que foi o Paysandu em campo. Além de admitir que o time não teve forças para desempatar, o treinador lamentou alguns momentos de instabilidade que abriram brechas para o Mogi. Uma delas foi a bola a

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O técnico Dado Cavalcanti fez uma análise bem direta do que foi o Paysandu em campo. Além de admitir que o time não teve forças para desempatar, o treinador lamentou alguns momentos de instabilidade que abriram brechas para o Mogi.

Uma delas foi a bola aérea, principal jogada do adversário, que resultou no gol de empate. “Nós ganhamos essa bola aérea no primeiro tempo, mas no segundo, o meia deles, o Anderson, sabia que tinha um homem a mais na marcação dele e foi buscar a bola na zaga. Essa bola não previmos na marcação e ele acabou fazendo um lançamento de 30 metros na costa do Pikachu. A ideia era povoar o meio para evitar esses lançamentos, e no primeiro deles acabou acontecendo o gol. Essa foi a diferenciação em tudo”, observou.

“Se tivéssemos maior tranquilidade para agredir a marcação, não lançar a bola tão longe, talvez o gol não saísse. Tivemos que nos indispor para sair ao ataque e eles aproveitaram. Não era isso que queríamos. As mudanças que fizemos acabaram dando o azar de, na última, o Leandro Cearense sentir a coxa, aí ficamos com um jogador machucado, que ainda assim deu o melhor”, revelou o treinador.

Sobre a possibilidade do acesso, Dado é realista. “Eu lamento muito esse empate, pois sei que ficamos longe do acesso. Depois de afastar o risco de queda, o objetivo era esse. No fundo, tenho o entendimento que estamos fazendo um bom trabalho, mas faltou essa vitória. Impossível não é, mas ficou difícil”, encerrou.

Dado: ‘Temos de olhar para frente agora’

O maior problema na complexa matemática do acesso são os próximos jogos. Com 53 pontos, o Paysandu estacionou na nona posição, atrás de Bragantino-SP, Náutico-PE, Santa Cruz-PE, Bahia-BA e Sampaio Corrêa-MA. Ou seja, são pelo menos cinco adversários que os bicolores precisam ‘secar’.

“Hoje é difícil, e todos o nossos adversários têm chances reais. No entanto, temos dois dias até o próximo jogo e teremos de fazer as nossas projeções. O importante é não desviar o foco da vitória. Como profissional, como pessoa que honra a camisa, temos a obrigação de brigar pela vitória, independente de onde elas vão nos levar”, argumentou o treinador Dado Cavalcanti.

Dos males, nem os próximos adversários podem ser subestimados. O Luverdense-MT, rival desta sexta-feira, no Mangueirão, por exemplo, agora está uma posição abaixo do bicolor, em décimo, com 51 pontos, enquanto o Criciúma-SC é o 12º, com 45, e o Oeste-SP ocupa a 15ª posição, com 43. “Nós sabemos que era obrigação nossa, minha e de todos os jogadores, fazer o melhor, mas em termos de competição isso é um resultado possível. Eles estão na luta, assim como nós estamos. É uma pena, pois fizemos um bom primeiro tempo, usamos da nossa velocidade, mas permitimos a reação deles num momento importante do jogo e agora temos de olhar pra frente”, encerrou Dado.

(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)

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