O clima era de certo mistério. O fim da tarde se aproximava e nenhuma movimentação se via no gramado da Curuzu. O grupo de jogadores estava reunido nos vestiários após a reapresentação e ninguém subiu para treinar. Estaria havendo alguma discussão importante a portas fechadas? Após um tempo, a chuva desabou e, aos poucos, os atletas começaram a pintar no gramado. “Treino físico é assim. Pode estar caindo o céu que não para nunca”, brincou o atacante Aylon. E a reapresentação do elenco após dois dias de folga foi no ritmo de atividades físicas e regeneração.
Após o treino, Aylon explicou que a demora não se deveu a nenhuma cobrança interna. “Assistimos a uma palestra sobre medicina esportiva e cuidados com a saúde do atleta. O que tinha que ser cobrado já foi cobrado. Semana passada, tivemos reunião com o Dado e o presidente. Foi conversado muita coisa e nós fizemos a nossa parte no último jogo. Infelizmente, os outros resultados não ajudaram”, explicou o atacante bicolor.
O elenco bicolor ficou feliz com a vitória diante do Luverdense, mas a expectativa para os últimos jogos parece bem diferente dos anteriores. “Sinceramente eu acho muito, muito difícil mesmo o acesso. O Santa Cruz, após esse resultado contra o Botafogo, praticamente acabou com as nossas esperanças. Tem dois jogos em casa diante do Mogi Mirim e Vitória, que talvez já esteja até classificado. Mas temos que fazer a nossa parte e buscar a vitória sobre Criciúma e Oeste para, se não conseguirmos subir, pelo menos deixar o time numa posição melhor do que a que está agora”, avaliou o lateral direito Yago Pikachu.
Aylon corrobora com seu colega. “Não depende só da gente, mas, enquanto tiver um pouco de esperança, a gente fica ligado. Vamos para esse jogo contra o Criciúma sabendo que uma vitória nossa e uma derrota do Santa Cruz deixa tudo para a última rodada. Resta agora trabalhar e esperar. Se não conseguirmos o acesso, paciência”, afirmou o atacante.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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