Dado Cavalcante desembarcou em Belém no final do mês de fevereiro. Desde então, comandou o time em quatro competições, sempre blindado pelo presidente Alberto Maia. Nem toda a pressão, de setores que pregavam a sua saída, conseguiram minar a cabeça do dirigente, e Dado permaneceu. Depois de se despedir dos jogos em Belém, o técnico rebateu as críticas.
“Há um equilíbrio muito grande na Série B. Em termos de nível técnico, deixou um pouco a desejar, mas a competitividade foi alta. Ano passado, o quarto colocado subiu com 62 pontos, enquanto neste foi com 64”, argumentou o técnico bicolor.
Dado Cavalcanti sabe que poderia ter feito mais, mas rechaça qualquer tentativa de diminuir o seu trabalho. “Entramos numa competição onde toda crônica esportiva cravava que o Paysandu iria cair, mas tivemos muito mais êxitos”, contrapõe.
“Nós atingimos um objetivo com 11 rodadas de antecedência. Nos livramos do rebaixamento. A partir daí procurávamos outro objetivo, que era o acesso. Embora tenhamos perdido alguns jogos cruciais, lembro que isso faz parte e da mesma forma conseguimos pontos fora da previsão. Vencemos o Botafogo no Engenhão, o Santa Cruz, no Arruda, o Vitória. Isso tudo faz parte da competição”, acredita.
O técnico bicolor ainda deixou uma brecha sobre o seu futuro no Paysandu. “Estamos conversando. Essa semana, devemos acertar tudo”, encerrou.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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