Falta comprometimento de parte da equipe do São Paulo, que exige uma reformulação. A avaliação é do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em entrevista coletiva convocada por ele após a goleada histórica de 6 a 1 sofrida para o Corinthians no domingo.
De acordo com Leco, há jogadores que não têm a postura e o comprometimento necessários para estar no time. Ele afirmou, no entanto, que prefere imaginar que isso não é fruto de má intenção ou desinteresse, mas "de uma certa estupefação de não saber lidar com situações maiores".
O presidente preferiu não citar nomes e prometeu uma reformulação na equipe para a próxima temporada.
"Tenham a certeza que todo o meu compromisso de campanha, reafirmo aqui, é de reestruturação, planejamento e trato transparente das questões do São Paulo."
Leco reiterou, no entanto, que o momento exige calma. "Não adianta encarar o fenômeno de ontem, que doeu em todos nós, como o momento de tomada de posições heroicas extremas, como mandar embora um ou outro", disse.
"Não será desestruturando o futebol que conseguiremos alcançar o resultado que é nos qualificar para a disputa da Libertadores", disse. O time está no G4, com 56 pontos, a duas rodadas do fim do Campeonato Brasileiro.
Leco foi questionado sobre a possível chegada do técnico Diego Aguirre, ex-Internacional, e do zagueiro Diego Lugano, ídolo da torcida.
Sobre Aguirre, afirmou que ele está entre as possibilidades de contratação, que deve ser definida até sexta (27).
"Aguirre é bem reputado no mercado dos técnicos, vem sendo comentado e pode ser uma das figuras cogitadas", disse o dirigente. Sobre o zagueiro, Leco praticamente descartou a possibilidade. Disse que o uruguaio é ídolo do São Paulo, mas que a torcida quer mais o que o jogador representa e não o atleta em si.
"Quando nossa torcida grita por ele, quer mais o símbolo, a raça, a entrega, a valentia, a determinação", disse.
EM BAIXA
A reportagem apurou que alguns jogadores estão em baixa no clube -Michel Bastos, Wesley, Carlinhos e Centurión. Michel Bastos renovou seu acordo com o São Paulo por mais duas temporadas (2016 e 2017) em meados deste ano, mas a avaliação interna na diretoria é que, depois disso, seu rendimento caiu.
Luis Fabiano não faz parte do grupo que a diretoria considera desinteressada, mas seu rendimento baixo em campo faz com que a chance de uma renovação com o atacante seja de quase zero.
(Folhapress)
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