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ESPORTE BRASIL

Calendário do futebol começa no fim de semana

Mal tivemos tempos de nos acostumarmos com o 2016 nos calendários e a bola já volta a rolar valendo três pontos outra vez. O torcedor mais aficionado por futebol pode começar a torcer acompanhando a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior, cuja 47ª ed

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Mal tivemos tempos de nos acostumarmos com o 2016 nos calendários e a bola já volta a rolar valendo três pontos outra vez. O torcedor mais aficionado por futebol pode começar a torcer acompanhando a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior, cuja 47ª edição tem início neste sábado, dia 2 de janeiro. A competição é a mais tradicional do futebol de base no Brasil e reúne, desta vez, 112 equipes, o maior número de participantes da história do torneio.

A competição sofre alguns fenômenos no regulamento, por conta do número de participantes. Os jogos são disputados em turno único dentro de 28 grupos de 4 times em diferentes cidades-sede. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam, formando 56 times na segunda fase, disputada a partir de então em jogos de mata-mata. Na terceira fase, 28 equipes permanecem na disputa, 14 na quarta fase, e 8 nas quartas de final – além dos 7 classificados, o clube eliminado com melhor campanha avança. A partir daí, a disputa segue normalmente até a decisão, dia 25 de janeiro, no aniversário da cidade de São Paulo.

Além das mais tradicionais equipes do futebol brasileiro e representantes de todos os estados do país, a Copa São Paulo terá a participação especial de um time estrangeiro esse ano. Trata-se do Pérolas Negras, equipe formada por atletas haitianos, recrutados em um projeto social realizado na capital Porto Príncipe. Em outros anos, equipes como a japonesa Kashima Reysol, o argentino Boca Juniors, a árabe Al-Hilal e o alemão Bayern de Munique disputaram o torneio, entre outros.

Embora as forças tendam a se equilibrar mais entre grandes clubes em competições de base, alguns times podem ser apontados como favoritos. O Corinthians, atual campeão do torneio, o Fluminense, atual campeão brasileiro sub-20 e o São Paulo, atual campeão da Copa do Brasil Sub-20, aparecem como alguns dos candidatos ao troféu. O Pará será representado na disputa pelo Paysandu e pela Desportiva.

SONHO TOMANDO FORMA

Embora alguns já tenham, em seus 16 a 20 anos, passado por algumas experiências no futebol profissional, quase nenhum jogador com tão pouca idade está consagrado ainda. É o momento da transição da adolescência para vida adulta e quando o sonho de jogar futebol começa a se misturar com a realidade de fazer do esporte uma opção de vida e dos compromissos que isso implica. Não são poucos os desafios que se apresentam nessa etapa e a recompensa está reservada só aos que os superarem.

“Estamos trabalhando a cabeça deles, para não se empolgarem muito. Conhecemos muitos garotos que tinham talento, mas isso lhes subiu a cabeça e eles acabaram se perdendo. É respeitar a família, receber a orientação dos pais e ter a cabeça fria que oportunidade vai chegar”, explica o técnico da base do Paysandu, Vanderson, que recentemente pendurou as chuteiras. O ídolo bicolor dá o próprio exemplo ao afirmar que quase desistiu da carreira quando ainda estava na base. “As dificuldades são boas para você valorizar depois o que conquista”, relembra.

No grupo bicolor, o lateral esquerdo Caio Ribeiro é um dos que esperam fazer a transição da base para o profissional nessa temporada. Apontado como joia por suas boas atuações, foi cotado para a seleção brasileira sub-20 e estreou no time profissional do Paysandu na Série B de 2013. “Tinha 16 anos na época, era muito cedo ainda. Acabei pulando etapas e talvez me queimando um pouco. Mas foi bom passar por aquela experiência para poder repassar para os colegas de base”, afirma Caio.

O meia Marquinho, por outro lado, já vê a realidade profissional bem mais próxima do seu dia-a-dia. “Em casa, o meu pai e eu trabalhamos. Jogar futebol é o que eu sei fazer, é o que eu mais gosto de fazer. Se, jogando bem, eu conseguir um contrato, e com isso puder dar uma condição melhor para meu pai e minha mãe, é o que eu vou procurar fazer”, explica o atleta.

Nos planos de Dado Cavalcanti, técnico do time principal do Papão, o meio-campista espera ser incorporado aos profissionais na volta de São Paulo e afirma que já foi procurado pelo presidente Alberto Maia e outros diretores para receber algumas dicas para a carreira. “Vieram me perguntar sobre família e estudos e me pediram pra nunca parar com eles. Estudei até o segundo grau, esse ano voltarei a estudar”, afirma o jogador.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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