Antônio Carlos Nunes, 77, foi financiado pelo governo do Pará e pela CBF, aliado de ligas e clubes amadores e favorecido pela idade. As informações são do portal Folha de São Paulo.
O coronel da reserva da Polícia Militar paraense, manteve-se no poder por mais de 20 anos na federação de futebol local e chegou ao comando da CBF.
Longe de ser um cartola de sucesso, ele foi escolhido no início do mês por Marco Polo Del Nero para substituí-lo nos próximos 150 dias.
Na terça (19), o governo do Estado promete repassar cerca de R$ 8 milhões para bancar o Campeonato Estadual. A federação vai receber por volta de R$ 1,3 milhão somente para organizar o evento.
Procurado pela reportagem da Folha, Nunes não concedeu entrevista.
Segundo o último balanço, a entidade fechou 2014 com lucro de R$ 110 mil. A CBF teve R$ 51 milhões.
Vice da federação e presidente interino na ausência de Nunes, Maurício Bororó defende o modelo. "A dificuldade para captar patrocinadores aqui é imensa. Aqui tudo é transparente e já tem mais de uma década que renovamos o convênio independente do partido que comande o Estado", disse Bororó, ex-vereador de Belém pelo PP.
AGRADOS
"O coronel está há duas décadas no comando do futebol daqui e não conseguiu tornar a federação financeiramente independente. Se o governo entrar em crise, o futebol acaba", disse o empresário Luiz Omar, ex-presidente do Paysandu derrotado na última eleição na federação.
Omar afirma que o coronel da PM tem se mantido no poder reproduzindo o modelo criado pela própria CBF.
O veículo de comunicação paulista apurou que a entidade nacional repassa mensalmente cerca de R$ 50 mil mensais às federações aliadas, além de R$ 15 mil aos presidentes das entidades. A ajuda financeira viabiliza eleitores fiéis na CBF.
"Como a CBF, o coronel percorre o Estado agradando dirigentes das ligas amadoras e distribuindo brindes e material esportivo dados pela CBF. É muito difícil concorrer contra esse poder", disse.
(DOL, com informações da Folha de São Paulo)
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