Após ter que conviver com a derrota de virada para São Bernardo por 3 a 1, no Campeonato Paulista, o São Paulo terá que aguentar mais pressão essa semana. Na quinta-feira (10), o Tricolor enfrenta River Plate, em Buenos Aires, pela Copa Libertadores.
O clima não é dos melhores no clube brasileiro, a equipe terá que lidar com vários problemas como a pressão da diretoria, a revolta da torcida e as próprias falhas que vem cometendo em campo. Porém o problema não é só dentro de campo, a diretoria do clube também está refletindo sobre essa situação.
"É hora de a gente sentar, se reunir e conversar com os diretores, com o diretor de futebol, com o vice presidente de futebol, entender o que o elenco está achando", afirmou o vice presidente do clube, Roberto Natel, ao UOL Esporte. "A preocupação aumenta, essa é a realidade. (...) A gente tem que sentar, analisar, sentar com as pessoas que estão de frente para o futebol junto com o elenco e sentir qual a necessidade para poder reverter esta situação. Em uma derrota como essa com certeza alguma coisa não está se encaixando neste momento, vamos tentar encaixar", disse ele, que prefere tentar resolver a situação internamente. "O que a gente tem que dizer é o seguinte: nós como diretores não estamos satisfeitos o que aconteceu".
Sem paciência, a torcida está revoltada e sem paciência com o time, já os cartolas tentam manter a calma, mesmo com tanta pressão. No último jogo do Paulistão, sábado (5), o São Pualo saiu bastante vaiado de campo, os torcedores protestavam contra os maus resultados e pediam ainda mais disposição aos jogadores vêm sendo frequentes.
Na estreia da Libertadores, após a derrota para o The Strongest, no Pacaembu, a torcida Tricolor não poupou protestos, eles cercaram o ônibus da delegação e proferiram muitos xingamentos e referências à derrota por goleada no fim do ano passado para o Corinthians.
Já Michel Bastos passou a ser o alvo após a derrota para o Novorizontino pelo Paulista. A maior organizada do time promovia um apitaço toda vez que o lateral encostava na bola.
Pacaembu sem público, alguns jogos com pouco mais de 3 mil torcedores, também foi uma forma da torcida protestar.
Dentro de campo, o técnico Edgardo Bauza que esses ataques extracampos estão fazendo com que ele sofra “problemas futebolísticos”.
O zagueiro Diego Lugano já disse que a partida será decisiva. "Na quinta-feira é um jogo que vai definir o semestre, mas o time tem consciência disso. Vamos dar o máximo e vamos ver se temos futebol para nos garantir", disse. Essa é a chance do São Paulo se reconstruir.
(Com informações do Uol)
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