Após o último treino do São Paulo em solo brasileiro antes da partida contra o River Plate, pela segunda rodada da Libertadores, nesta quinta (10), em Buenos Aires, o diretor de futebol do clube, Gustavo de Oliveira, deu entrevista coletiva nesta terça (8) para explicar o mau momento do time na temporada.
Segundo o dirigente, o São Paulo ainda passa por um processo de reestruturação e as críticas são bem recebidas por seu departamento.
"Todos estão no processo de revisão, de questionamento, de autocrítica, estamos expostos a críticas externas e não somos insensíveis. Somos bem receptivos a elas porque quando o resultado não vem é natural do futebol", afirmou.
Oliveira também afirmou que o problema principal é de comportamento, e que iniciativas estão sendo tomadas.
"A nossa análise de quem está aqui no futebol é muito mais de comportamento, de coração, de representar o que essa camisa representa para os torcedores. Nesse sentido que temos que nos pautar. Nesse assunto não estamos satisfeitos", disse o diretor. "Um pulso firme, um coração entregue, uma vontade a mais é necessária, porque estamos no São Paulo", completou.
O dirigente também comentou a situação do técnico Edgardo Bauza. Perguntado se o jogo na Argentina pode decidir sua permanência no clube, Oliveira foi enfático.
"Isso não entra em questionamento de forma alguma, mas em relação a cobrança, ninguém entra no mundo do futebol imaginando que a vida seria fácil. Futebol é uma vida de cobrança, especialmente em um time grande".
DISCORDOU
Depois da entrevista de Oliveira, o atacante Calleri também falou com os jornalistas nesta terça e discordou do dirigente. Segundo o argentino, não falta coração à equipe.
"Creio que a equipe que sempre entra no campo, deixa tudo. Falo por mim, posso jogar bem ou mal, mas o coração sempre deixo no campo", disse o argentino.
Segundo ele, o time chegou a acreditar que tinha superado o desentrosamento do início de temporada, mas o momento mostra que não foi o caso.
"Estamos em período de transição, achávamos que tínhamos nos conhecido, mas houve duas partidas más", explicou.
Sobre a partida contra o River Plate, o atacante que jogava pelo Boca Juniors no ano passado disse que acredita na vitória, e que um resultado negativo vai complicar o futuro do São Paulo na competição.
"É possível ganhar do River. Espero que cada um de nós que entrar em campo possa dar o seu melhor, não é impossível", afirmou. "Se perdermos vai ser complicado", finalizou.
(Folhapress)
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