O Brasil, país do futebol na década de 1960, tinha do que se orgulhar não somente pelos clubes e seleção. A primeira mulher a ser árbitra de futebol no mundo também é brasileira. Léa Campos, após muitas barreiras, conseguiu apitar jogos nacionais e internacionais.
Asaléa de Campos Micheli, que nasceu na cidade de Abaeté, em Minas Gerais, entrou no mundo da bola em 1966, quando assumiu o cargo de relações públicas no Cruzeiro, também de Minas. Em 67, porém, o destino levou Léa para a área da Educação Física, responsável por leva-la até a Escola de Árbitros do Departamento de Futebol Amador da federação mineira. O presidente da extinta CBD, João Havelange, entretanto, vetou o diploma.

(Arquivo Pessoal)
A árbitra, em entrevista ao site Band.com, relembra que o período era de difícil acesso das mulheres ao esporte. Tive que brigar muito. Era proibido na constituição brasileira, mulher não podia jogar futebol. Mas eu não queria jogar, queria apitar", conta.
Após muitos dias de luta para o reconhecimento, enfim, boas notícias. Em 1969 Emílio Garrastazu Médici, então presidente do Brasil, escreveu uma carta a Havelange, validando o diploma.
Depois que passou a ser reconhecida, a brasileira apitou jogos importantes, como Itália e Uruguai no México. O clube do coração, o Cruzeiro, também teve jogos apitados por Léa, que garante ter sempre mantido a imparcialidade e profissionalismo.
Léa Campos encerrou a carreira em 1974, após sofrer um acidente de ônibus que comprometeu a perna esquerda. Fora de campo, ela trabalhou em diversas rádios comentando futebol, até se mudar para os Estados Unidos, onde vive até hoje.
(Com informações da Band.com)
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