A redução da capacidade de público do Mangueirão para o Re-Pa, de 35 mil para 25 mil pessoas, imposta pela Polícia Militar, não agradou em nada a diretoria do Remo. Os dirigentes acataram a decisão, mas não concordam com a medida, que segundo o presidente André Cavalcante, “trará sérias dificuldades aos clubes”.
O mandatário azulino fez severas críticas à decisão. Ele não descartou, inclusive, a possibilidade de Remo e Vasco-RJ, no próximo dia 13, pela Copa do Brasil, ser remanejado para Manaus. “Temos um estádio ‘quarentão’ e as novas formas editadas pelo Ministério dos Esportes e pela CBF são baseadas nas novas arenas. Querer que se enquadrem as arenas feitas para o Mundial de 2014 é uma falta de bom senso”, disparou. “É a mesma coisa que pegar um carro moderno e compará-lo, por exemplo, com um Corcel (veículo da década de 70). É lógico que não teremos os mesmo itens de segurança. É o que acontece com os estádios”, exemplificou.
Segundo o dirigente, o Mangueirão há muito tempo carece de melhorias. “Não é novidade que o Mangueirão é um estádio ultrapassado, tendo sérios problemas de acesso”, acusou.
Com relação a uma eventual mudança no logo do jogo com o Vasco, ele comentou. “Assim que saiu a definição dos confrontos houve uma sondagem. De início descartamos (o remanejamento) por acharmos que até o dia do jogo teríamos o Mangueirão para, no mínimo, 35 mil pessoas”, declarou. “Mas com a fixação de 25 mil torcedores para o Re-Pa a gente já passa a pensar nessa possibilidade”, arrematou.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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