Após conseguir a liberação do Mangueirão para o time treinar ontem pela manhã, o presidente André Cavalcante tenta, agora, convencer as autoridades policiais e a administração da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), a aumentarem a capacidade de público do estádio para o jogo do dia 13, contra o Vasco-RJ, pela Copa do Brasil.
O dirigente remista pretende colocar 35 mil ingressos à venda para o confronto de ida contra o time carioca, dez mil a mais que o número fixado para o Re-Pa deste domingo, pelo Parazão.
Na última quarta-feira (30), Cavalcante já deu início as negociações em conversa com a direção da Seel. Ele tem usado como um de seus argumentos para a ampliação da capacidade de público o fato de a partida ser praticamente de uma torcida só, já que a torcida vascaína em Belém não pode ser comparada a do maior rival, o Paysandu.
O mandatário já chegou a apelar ao Governo do Estado a fim de que este se sensibilize com a situação, já que o Leão precisa aproveitar a oportunidade para fazer caixa e honrar seus compromissos.
Caso o Remo não tenha seu pleito atendido pelas autoridades, é possível que a partida seja levada para a Arena Amazônia, em Manaus, conforme adiantou Cavalcante.
“Existe o interesse deles em receber a partida”, confirmou.
A redução da capacidade de público do Mangueirão para o Re-Pa e, automaticamente, para os jogos de grande apelo popular seguintes, foi exigida pela Polícia Militar, sob a alegação de questão de segurança para o torcedor.
Com as intermináveis obras do BRT, existem espalhados nas cercanias do estádio diversos materiais, que, segundo a PM, poderiam ser utilizados como armas por vândalos, que costumam travar verdadeiras guerras antes, durante e depois dos clássicos no estádio.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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