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ESPORTE BRASIL

Pikachu chega em Belém com novo objetivo

Embalado pela vitória por 1 a 0 sobre o Madureira no último sábado (9), no estádio São Januário, pela sexta rodada da Taça Guanabara, o Vasco da Gama-RJ agora foca as suas atenções para a Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, às 21h45, o time carioca volta

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Embalado pela vitória por 1 a 0 sobre o Madureira no último sábado (9), no estádio São Januário, pela sexta rodada da Taça Guanabara, o Vasco da Gama-RJ agora foca as suas atenções para a Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, às 21h45, o time carioca volta a Belém depois de 11 anos, para enfrentar o Clube do Remo no jogo de ida da primeira fase do torneio. A delegação vascaína desembarca na capital paraense no início da madrugada desta terça-feira, às 1h30, com força máxima.

Entre os jogadores relacionados pelo técnico Jorginho, Yago Pikachu, ex-Paysandu, é o mais conhecido do torcedor paraense. Contratado em dezembro do ano passado, ele ainda tenta se firmar no novo time e deve iniciar a partida no banco de reservas. Em entrevista ao Bola, o lateral-direito falou sobre o retorno a Belém, o aproveitamento individual no Mangueirão, a função no Vasco, além da luta por uma vaga no time titular.

Como você foi recebido quando chegou ao Vasco?
No Paysandu, até pelo fato de ter começado base, criei muitas amizades. Vários jogadores subiram comigo e tem alguns que até hoje ainda estão no Paysandu. Então, fazer amizade dentro e fora do campo não era tão difícil. Aqui no Vasco conheci novos jogadores. Todos os atletas que me acolheram muito bem. O cara que tenho mais amizade é o Marcelo Mattos, com quem concentro desde a pré-temporada. O presidente, quando vim em dezembro, me tratou super bem. Fui muito bem recebido por todos.

Já se sente bem adaptado ao Rio de Janeiro e ao novo clube?
Estou me sentindo bem. No começo, tive um pouco de dificuldade, mas graças a Deus, ao trabalho e a confiança de todos, consegui me adaptar. Eu nunca tinha morado no Rio de Janeiro e por isso não conhecia nada. É uma cidade maravilhosa e acolhedora. É como eu esperava. Ainda estou conhecendo tudo. Em relação à minha adaptação, me sinto muito bem preparado para seguir minha carreira no Vasco.

Você tem gostado de jogar em uma posição diferente?
Quando estava no Paysandu, joguei alguns jogos na linha de frente, como estou atuando aqui. Mas era diferente. Aqui eu estou tendo tempo para treinar nessa função. Lá, geralmente, fazíamos um ou dois treinos antes do jogo. Aqui, desde que cheguei, o Jorginho optou por me colocar mais à frente. Estou trabalhando diariamente para tentar me adaptar o mais rápido possível a essa função e ajudar o Vasco a conquistar as vitórias

Em quatro temporadas no Paysandu, você disputou 220 jogos. Ficou no banco apenas uma vez, e isso porque foi poupado, mas ainda assim entrou no decorrer da partida e fez até gol, aliás. O que falta para se firmar na equipe titular do Vasco?
Para mim, tudo o que está acontecendo é uma novidade, mas também um aprendizado. Respeito todos, mas creio que minha oportunidade irá chegar. Tenho que estar preparado, seja para atuar na lateral ou meio-campo. O importante é sempre estar ajudando. Claro que, para quem vinha jogando todos os jogos, tem um pouco de dificuldade, mas encaro ela com naturalidade. O importante é seguir trabalhando firme.

Nesses 220 jogos pelo Paysandu, você marcou 62 gols, mas no Vasco ainda não balançou as redes. Já passou pela sua cabeça marcar o primeiro gol pelo Vasco justamente contra o Remo e em Belém?
Quando saiu a tabela da Copa do Brasil, vários amigos falaram que eu tinha que esperar para marcar o meu primeiro gol. Eles querem que ele saia contra o Remo. Mas essa escolha, nós deixamos para os amigos e os torcedores. Tento fazer gol todos os jogos, mas até o momento não aconteceu. Se tiver a oportunidade, vou buscar fazer o que fiz com a camisa do Paysandu. Não só marcando gols, mas ajudando o time na conquista de vitórias. Quem sabe pode sair o primeiro gol contra esse adversário, que enfrentei bastante na base e no profissional.

Pikachu, dos 62 gols que você tem na carreira, 24 foram marcados no Mangueirão. É um número expressivo...
Conheço bastante o Mangueirão. Fiquei feliz com o resultado do sorteio, pois terei a chance de reencontrar familiares e amigos. Tenho certeza que quando chegarmos lá, a festa será muito grande, assim como foi no Espírito Santo e em Brasília. Nosso torcedor nos acolheu muito bem e em Belém não será diferente. A torcida do Vasco é muito grande e tenho certeza que o apoio desses torcedores será enorme.

Você já passou algumas informações sobre o Remo para o técnico Jorginho?
Acompanho bastante o Campeonato Paraense, até mesmo pelo fato de a gente ter o Remo como adversário. Conheço alguns jogadores que lá estão. Eles mantiveram a base do elenco que conseguiu o acesso para a Série C no ano passado e contrataram jogadores importantes. Mas o Vasco, como time grande, tem que se impor e tomar iniciativa, respeitando, lógico, o Remo, que tem uma torcida fanática e que vai apoiar o tempo todo. Temos que neutralizar a principal jogada deles, que é com o Eduardo Ramos.

(Jorge Luis Rodrigues/Diário do Pará)

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