O Campeonato Paulista chegou nas quartas de final com os grandes quatro clubes locais na disputa: São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos. A novidade este ano, é que em três destas equipes têm paraenses na luta pelo título
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O meia Paulo Henrique Ganso, que já tem alguns Paulistões no seu currículo, pelo São Paulo e pelo Santos; Gio Augusto, pelo Corinthians; e Erik Lima, pelo Palmeiras. Estes dois estão disputando pela primeira vez a competição.
O DOL conversou com o atacante Erik, natural do município de Novo Repartimento, que faz sua estreia do Paulistão.
Veja abaixo:
Erik, você só jogou no Goiás e agora no Palmeiras. O clube paulista é mais expressivo e de massa, como tem sido de forma geral vestir a camisa do Verdão?
Tem sido um sonho jogar pelo Palmeiras. Sempre quis e trabalhei forte para vestir uma camisa tão tradicional como essa. É claro que ainda estou me adaptando, mas, com certeza, me firmarei aqui e darei muitas alegrias à torcida, que me recebeu e me trata com muito carinho desde que cheguei.
Além de você, tem mais dois paraenses avançando no Paulistão, mas para você a competição ainda é novidade. Qual o diferencial dessa disputa para as que você já enfrentou?
O Paulista é o torneio estadual mais difícil do Brasil, nem se compara ao Goiano. Aqui, além dos quatro grandes, tem algumas equipes do interior muito fortes e que se preparam com muita antecedência. Eles dificultam muito para gente.
Sair do Pará e conquistar um bom espaço no futebol brasileiro tão novo, como tem sido tamanha responsabilidade?
Encaro isso com naturalidade. Sei da responsabilidade, mas me preparei para isso. Tenho uma família muito boa, o Goiás me preparou muito bem também, foram anos de muito aprendizado. Enfim, tenho uma cabeça boa e trabalharei firme para continuar atingindo os meus objetivos.
Você chegou no Goiás com 11 anos, isso fez a diferença na hora de se destacar no futebol? Se tivesse investido em algum clube paraense, achas que uma grande oportunidade profissionais ia demorar a chegar?
Foi bom ter começado cedo sim. já passei por muita coisa no futebol e isso me deixa experiente, apesar da pouca idade. Não sei como seria se começasse no Pará, a oportunidade acabou aparecendo no Goiás e graças a Deus deu tudo certo.
A seleção brasileira ainda é um sonho?
Claro, disputei os Jogos Pan-Americanos pela Seleção e trabalho também para voltar a vestir a amarelinha. Ainda sou novo e farei de tudo para retornar. Foi outro sonho realizado.
Qual o treinador que mais te ajudou na sua carreira? Porque?
Aprendi muito com todos, cada um tem um jeito, uma filosofia. Todos me ajudaram muito e contribuíram para chegar onde estou hoje.
Gostaria que você falasse um pouco do Paulistão...
É muito competitivo, com times de qualidade e bem organizados. Como te disse, os times do interior se preparam com antecedência, começam a treinar em novembro e dezembro, e isso dificulta muito para os grandes. Agora vão começar as quartas e o torneio está afunilando.
Quem você destaque no grupo do Palmeiras como referência?
Tem muitos jogadores experientes e que ajudam muito os mais novos, como eu. Eu destacaria por exemplo o Prass e o Zé Roberto. São ótimos líderes para gente.
E o Pará, ainda tem lugar no seu coração?
Claro. Sempre que posso, como nas minhas férias, volto para o Pará. Fico lá no meio do mato. Adoro a comida, o tempero e o clima. Sou paraense com muito orgulho.
Veja como foi a apresentação do Erik no Palmeiras, em janeiro deste ano:
(Bruna Dias/DOL)
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