O título da Copa Verde, se for para a Curuz, será bastante comemorado, mas o grande prêmio será a chance de disputar a Copa Sul-Americana do ano seguinte com a conquista. Para o Paysandu, único time amazônico a disputar uma competição internacional oficial, esse ‘retorno às Américas’ seria fantástico em termos históricos. Na ponta do lápis, no entanto, ele envolve algumas incógnitas. Financeiramente a competição é tão ou mais interessante que a Copa do Brasil, competição que transcorre em paralelo com a Sul-americana durante o segundo semestre. A cotação alta do dólar nos últimos anos pode ser um fator de desequilíbrio.
A primeira fase da competição internacional, quando os times brasileiros se cruzam em mata-mata, paga a cada participante 150 mil dólares (R$ 549 mil). Já na fase seguinte temos a primeira fase internacional cujo valor é de 223 mil dólares (R$ 823 mil). Ao todo o campeão da competição terá por direito uma premiação de 2,235 milhões (R$ 8,18 milhões).
Um dos problemas envolvendo a competição é o já citado paralelismo com a Copa do Brasil, cujos valores de cota tem crescido nos últimos anos (com valores fixos em reais).
Caso o participante avance até a quarta-fase, terá de optar entre disputar uma competição ou a outra, por conta do esdrúxulo regulamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que classifica para a competição internacional os times eliminados antes da quarta fase da Copa do Brasil com melhor campanha no último brasileiro.
Esse critério torna possível que na ‘fase brasileira’, ao invés de enfrentar um gigante, o campeão da Copa Verde encare um time de porte médio do país, e aí inicie uma arrancada. A Chapecoense-SC, na última temporada, apostou na competição e chegou às semifinais, sendo eliminada pelo River Plate-ARG em dois jogos duros.
Por que não sonhar? Antes, no entanto, o Paysandu precisa fazer a sua parte: conquistar o título inédito do torneio, que seria a taça de número 51 da história da sua galeria de troféus.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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