Há poucos minutos para o fim do jogo, já era possível ver filas de carros estacionados tocando músicas do clube e torcedores ostentando faixas no peito: Paysandu Campeão da Copa Verde 2016. E assim foi! Os corredores de acesso à avenida Doca de Souza Franco, tradicional ponto de comemoração da torcida paraense, ficaram rapidamente lotadas na grande romaria de torcedores alvicelestes agitando bandeira, batendo no peito e bradando o orgulho de ser bicolor.
“Em 2014, eu fui para Brasília acompanhar a final. Esse ano só não fui porque o trabalho não deixou, mas estou aqui com os amigos comemorando mais essa conquista”, comentou Leonel Nunes, 29, servidor público. Leonel é um dos organizadores da Torbes, nome montado com a inicial de cada amigo que compõe a torcida, e agitava as faixas antes do final do jogo. O grupo de amigos creditou à organização do clube nos últimos anos a conquista e se emocionou com o retorno às competições internacionais. “Não tenho nem palavras pra descrever essa emoção”, comentou. O título deu ao Papão uma vaga na Copa Sul-Americana de 2017.
“Minha prima falou que as canoas em Belém estão todas encalhadas porque não tem mais ‘Remo’ nessa cidade!”, provoca a florista Daniele Santos, 32. De faixa no peito, a torcedora credita ao técnico Dado Cavalcanti a conquista, acima de qualquer jogador. “Eles foram importantes, mas o Dado foi a ‘cabeça’ que organizou tudo e fez eles renderem. Todos tiveram seu momento. Só senti falta do Pikachu nesse time, mas quem sabe ele não volta mais pra frente”, comentou.
Daniele explica que pediu para trocar o turno no trabalho pra acompanhar o jogo à noite e convidou seu sobrinho Lucas para ver com ela. Só que Lucas é remista. No meio da comemoração alviceleste, no entanto, ele procurava encarar numa boa. “Torcer pelo Paysandu nunca! Estou só curtindo a cerveja de graça!”, explicou.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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