Dos nove jogadores contratados pelo Remo para o Brasileiro da Série C, Marcelo Veiga pretendia usar pelo menos seis no jogo de amanhã, contra o Cuiabá-MT, na Arena Pantanal. No entanto, a escalação do time não depende apenas do treinador.
Isso porque até ontem os nomes do volante Michel Schmöller e do atacante Fernandinho ainda não haviam sido publicados no Boletim Informativo Diário (BID), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para piorar, Patrick, que também não está inscrito, só vai poder atuar a partir da quinta rodada.
O atacante foi suspenso por quatro partidas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) quando atuava pelo Londrina-PR e não poderá atuar nas quatro primeiras rodadas da Terceirona. A punição foi resultado do envolvimento do atleta em uma confusão num jogo contra o Brasil de Pelotas-RS. A diretoria do Leão desconhecia a pena, mas um documento enviado pela CBF à Federação Paraense de Futebol (FPF), no final da tarde, confirmou a suspensão do atleta. Hoje a direção remista deverá ser notificada do caso.
Já o caso de Fernandinho envolve grana. O Juventus-SP, ex-clube do atacante, estaria exigindo dinheiro para conceder o termo de transferência do atleta. A diretoria remista teria entrado em contato com o empresário do jogador, que teria se comprometido em convencer a direção do clube paulista a liberar o atacante sem a necessidade de pagamento. Segundo a direção do Leão, a negociação que culminou com a contratação de Fernandinho não envolveu nenhum valor financeiro. Por isso, a decisão do Juventus causou surpresa entre os remistas. A situação de Schmöller é a mais favorável. O atleta deve ter sua documentação liberada, hoje, pelo Internacional de Laje-SC, pelo qual vinha atuando até acertar o seu retorno ao Baenão.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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