Após a campanha no Campeonato Brasileiro da Série B do ano passado, o Paysandu vinha como um forte candidato ao acesso deste ano. Porém, a equipe ainda não mostrou a que veio. Não aguentando a pressão, Dado Cavalcanti entregou o cargo. Em seu lugar, foi anunciado Gilmar Dal Pozzo, que teve dois acessos com a Chapecoense-SC, incluindo um para a Série A, o tão sonhado pelos torcedores e dirigentes do Paysandu.
Aos 46 anos de idade, ele já trabalhou em grandes equipes, como ABC-RN, Chapecoense-SC e Náutico-PE. Na Chape, ele ainda é lembrado pelos feitos. “Ele chegou aqui no Brasileiro da Série C e pegou um time cheio de problemas. Ele trabalhou bem e conseguiu ajustar muito bem a equipe. Com isso, fomos para a Série B e mais uma vez ele fez um ótimo trabalho. Naquele ano, nós tivemos uma bela campanha, porque durante todo o campeonato nós ficamos nas primeiras posições”, afirma o diretor de futebol da Chapecoense, Mauro Stumpf.
As características de Dal Pozzo apontam ele como um treinador linha dura, mas que consegue controlar muito bem o grupo dentro dos vestiários. Mauro ressalta que há grandes chances de Dal Pozzo se dar bem no Paysandu e conseguir uma boa campanha por aqui. Segundo o diretor, ele agrega muito por onde trabalha. “Ele é uma excelente pessoa, que consegue unir bastante o grupo. Ele conversa muito com os jogadores e ele é em prol do grupo. Com o Gilmar, só vai jogar quem estiver bem, ele preza muito por isso. Acho que se ele tiver uma boa estrutura aí, ele consegue fazer um bom trabalho. Se derem um bom grupo, ele pode sim chegar longe”, diz.
Na Série B de 2013, Gilmar Dal Pozzo enfrentou o Paysandu em duas oportunidades. Na partida em Chapecó, na Arena Condá, a Chape venceu por 3 a 2. Sendo que todos os gols foram marcados pelo artilheiro Bruno Rangel. Em Belém, foi o Papão quem levou a melhor, vencendo por 2 a 1, com Eduardo Ramos e Yago Pikachu balançando as redes.
A campanha da Chapecoense naquele ano de 2013 foi muito boa. A equipe catarinense terminou o Brasileiro da Série B na segunda colocação, com 72 pontos. Foram 20 vitórias, 12 empates e somente seis derrotas, com 63% de aproveitamento.
Com todos estes dados, a torcida bicolor pode criar boas expectativas sobre o novo comandante. O certo é que Dal Pozzo precisa de tempo para trabalhar e ajustar a equipe. O problema é saber se ele terá este apoio nesta caminhada à frente do Paysandu.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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