Pouco menos de 48 horas após o empate com sabor de derrota diante do Botafogo-PB, os dirigentes do Remo se reuniram, ontem à tarde, com o elenco do clube, no Baenão. No encontro, o presidente André Cavalcante expôs a situação financeira da agremiação, prometendo mandar pagar 50% de uma das folhas em atraso.
O dirigente ouviu cobranças dos jogadores, conforme informou o volante Michel Schmöller, mas sem qualquer tipo de pressão, de acordo com o meio-campista. “São salários atrasados e conversamos com o presidente sobre isso. É uma questão que nos chateia, mas que não pode nos atrapalhar”, argumentou.
Mas, os jogadores também foram cobrados pelos dirigentes em função de o time ter desperdiçado cinco pontos em casa. “Fizemos alguns questionamentos. Foi uma reunião proveitosa”, avaliou o presidente.
André Cavalcante descartou a possibilidade de trocar de treinador, garantindo assim a permanência de Marcelo Veiga no cargo. Ele também negou que o meia Eduardo Ramos estivesse a caminho do Flamengo-RJ, como chegou a ser especulado pela imprensa carioca. “Até brinquei com o jogador agora na reunião, perguntando se ele estava indo para o Flamengo. O Eduardo me respondeu que não estava sabendo de nada”, contou.
A multa rescisória para que o atleta tenha o seu contrato rescindido com o Leão é de R$ 1,5 milhão, valor que seria bem vindo neste momento à agremiação, embora o time fosse perder o seu principal jogador.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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