Desde que chegou ao Paysandu, Gilmar Dal Pozzo buscou conversar bastante com os jogadores para que eles se conhecessem o mais rápido possível, o que facilitaria muito o trabalho. Na partida contra o Vasco, foi possível ver que o novo comandante já conhece o grupo que tem nas mãos, já que ele fez modificações táticas que contribuíram para a vitória bicolor.
Uma dessas trocas foi a tirada de Rafael Costa, colocando Domingues em seu lugar. O que seria estranho, já que ele sacou um meia, para pôr um zagueiro. Porém, Dal Pozzo trouxe Domingues para a lateral-direita, e adiantou Edson Ratinho, que em um ataque, cruzou para o gol de Jhonnatan.
“Eu vi o Domingues jogando como lateral-direito, no Joinville-SC, ano passado. Ele faz de lateral e de volante. E o Ratinho faz na segunda linha. O técnico tem que respeitar as características de cada jogador. Eles já fizeram isso, inclusive juntos. Entendo ainda, que com o Jhonnatan por dentro, daria melhor. Eu reforcei o lado e trouxe o Jhonnatan por dentro. Deu certo, porque o Vasco estava crescendo naquele momento”, afirmou.
Apesar da parte tática, Dal Pozzo ressalta que é importante que os jogadores se dediquem também no dia a dia. Ele conta ainda, que isso foi passado para os atletas assim que ele chegou ao Papão.
Edson Ratinho dá a volta por cima
O lateral-direito Edson Ratinho vinha sendo um dos jogadores mais criticados do time do Paysandu nas últimas partidas. Junto com Rafael Costa e Alexandro, ele era praticamente caçado pelos torcedores e saia dos jogos constantemente vaiado. Porém, nos últimos jogos do Papão, Ratinho teve atuações seguras, que começaram a passar uma maior segurança para a torcida.
No jogo contra o Vasco Edson Ratinho teve um papel fundamental, tanto na defesa, quanto no ataque. Ele, junto com Ricardo Capanema, teve a missão de marcar o craque Nenê e se saíram muito bem. Na parte ofensiva, ele apoiou bastante e em uma dessas subidas, cruzou a bola para o gol de Jhonnatan. “A gente sabia das qualidades que a gente tem e esse dom que Deus me deu de cruzar e pegar bem na bola. Jonathan foi muito bem também, na conclusão”, conta Ratinho.
O lateral afirma que a relação com o técnico foi fundamental para que o futebol dele crescesse.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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