Sete jogos seguidos com placar zerado. Aguentar 630 minutos sem ter sua defesa vazada por adversários é um feito inédito na história do Paysandu e, curiosamente, o protagonista da marca, o goleiro Emerson, não outorga pra si os méritos da conquista. “O trabalho que nós estamos fazendo é muito bom. Estamos ligados nos treinos para quando formos cobrados nos jogos anular o ataque adversário. Ficamos felizes porque é com a dedicação de todos que temos impedido o gol”, comenta o goleiro.
Dono de uma das mais regulares passagens pelo arco bicolor, o goleiro tem uma postura perfeccionista, cobrando sempre mais do que vai fazer em relação do que já fez. Para Emerson, a boa fase ou má fase são coisas que não existem. “Eu costumo dizer que a fase é a gente quem faz. Se você achar que tá bem é o início da queda. Você precisa sempre provar pra si mesmo, não pra diretor ou outra pessoa, o que é capaz de fazer. Marquinho (preparador de goleiros) sempre cobra da gente que esteja muito concentrado, que é preciso ter um nível de concentração alto por muito tempo durante os jogos. Então a ‘fase’ você precisa ter durante a semana para chegar no auge no dia dos jogos”, explica o arqueiro.
Sobre a pressão que o time sofreu contra o lanterna Sampaio Corrêa, Emerson avalia que foi uma situação natural e que ele já imaginava que, mais cedo ou mais tarde, o time acabaria sofrendo. “Sabemos que fora de casa será assim, com os times procurando impor o resultado nos minutos iniciais. Contra o Goiás já foi assim. Acredito que tivemos muito pouco tempo entre um jogo e outro tempo para trabalhar também atrapalhou”, diz o goleiro.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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