Mais uma vez o grande herói do Paysandu, o goleiro Emerson deixou o gramado do estádio Dorival de Brito, ontem, com a mesma tranquilidade de sempre. O goleiro, que praticou defesas milagrosas, comentou a marca de 90 minutos sem tomar gol que atingiu diante do Paraná-PR. “Glorifico a Deus, pois sabemos que não é fácil trabalhar intensamente todos os dias com o restante do grupo. Mesmo sendo sacrificante, fico contente porque os resultados nos jogos estão acontecendo”, declarou Emerson, que afirmou passar ao largo da contagem do tempo que está sem ser vazado.
“Sinceramente, não acompanho muito a questão de número”, afirmou. “Fico sabendo pela diretoria e, às vezes, pela diretoria”, prosseguiu. O goleiro não acredita que ocorra alguma mudança na sua carreira em função da marca que vem ostentando. “A cobrança pra mim não vai ser maior. Desde que cheguei aqui sei da responsabilidade que é vestir uma camisa de peso como a do Paysandu, então essa responsabilidade não aumenta e nem diminui”, comentou o goleiro, que voltou a mostrar humildade. “Fico feliz em poder dar uma pequena ajuda ao time, evitando os gols”, disse o camisa 1, que está próximo de se igualar a Omar (1969) e Luis Carlos (1992), que ficaram, cada um, 11 jogos sem sofrer gols em jogos do Campeonato Paraense e amistosos. A nível nacional, Emerson Leão ficou 1.057 minutos sem tomar gol pelo Palmeiras, em 1973.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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