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Jogo do Remo foi alvo de um grupo mafioso

A Folha de São Paulo, em edição publicada ontem, revelou que a quadrilha que tentava manipular resultados em partidas de futebol no país agiu também em uma competição nacional, organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A reportagem do jorn

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A Folha de São Paulo, em edição publicada ontem, revelou que a quadrilha que tentava manipular resultados em partidas de futebol no país agiu também em uma competição nacional, organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A reportagem do jornal apurou que o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga uma denúncia no jogo entre Náutico-RR e Clube do Remo, em Boa Vista, pela sexta rodada da Série D do Campeonato Brasileiro do ano passado.

Na ocasião, ainda de acordo com a Folha, o time de Roraima havia recebido uma proposta de R$ 40 mil para perder por 4 a 0, mas em campo os donos da casa venceram por 3 a 2.

Veja como foi o jogo:

Sempre segundo a Folha de São Paulo, a proposta foi feita em uma reunião com o grupo de jogadores do Náutico-RR relacionados para o confronto. A reportagem revela que os atletas foram orientados a comparecerem ao encontro usando shorts e não levarem aparelhos eletrônicos, e que os aliciadores queriam evitar qualquer chance de as conversas serem gravadas.

Em entrevista ao jornal paulista, o presidente do clube, Adroir Bassorici, 43, confirmou que foi procurado por dois aliciadores na semana da partida, mas disse que não aceitou a proposta. “Fomos procurados por dois senhores. Um tinha traços orientais, enquanto o outro tinha nome de Márcio ou Marcos, mas não me recordo agora. Ele entrou em contato comigo oferecendo vantagem e algo em torno de R$ 30 mil, mas não aceitamos”, disse o dirigente, confirmando também a reunião dos aliciadores com o elenco.

Já no estádio Baenão, o executivo de futebol do Remo, Fred Gomes, que já trabalhava no clube naquela ocasião, afirmou que não há nenhum envolvimento dos azulinos com a máfia. “Isso não existe. Uma prova disso é que o placar nem chegou perto do que eles pretendiam. Além disso, somos íntegros e trabalhamos de forma honesta aqui. De maneira alguma deixaríamos que isso fosse acontecer”, garantiu.

Procurada pela reportagem da Folha, a CBF afirmou que “em nenhum momento recebeu qualquer informação relativa a este tema no que diz respeito às suas competições.”

(Com informações de GUILHERME SETO E LUIZ COSENZO, Folhapress / São Paulo)

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