A partida de estreia do Paysandu no returno da Série B, contra o Ceará-CE, poderá ser disputada na cidade de Macapá, próxima de Belém. A informação foi dada ontem pelo presidente Alberto Maia, que já teria, inclusive, iniciado negociações com desportistas do estado vizinho, a fim de vender os direitos financeiros da partida.
A Polícia Militar do Estado alega não ter efetivo suficiente para fazer a segurança dos torcedores no dia que teria sido anunciado para a partida. A PM informou que só tem condições de fazer o policiamento do jogo nas próximas terças-feiras, 16 e 23.O problema se deve ao fato de o quadro de militares da capital estar quase todo ele empenhado, do dia 15 a 22, na segurança de um encontro religioso nacional que será em Belém.
A Federação Paraense de Futebol (FPF), bem como o Paysandu, até ontem não haviam sido informados pelo departamento técnico da CBF sobre a data exata da partida. Mas, o presidente Maia resolveu se antecipar, iniciando negociações com desportistas amapaenses.
Dado quer evolução lá na frente
O técnico Dado Cavalcanti quer aproveitar o jogo-treino com a Tuna para observar melhor as mudanças que ele implantou na equipe do Paysandu nesta sua volta à Curuzu.O treinador espera que o setor de defesa mantenha o bom aproveitamento da fase final da Série B, mas com o compartimento ofensivo ganhando mais força.
O treinador explicou, ontem, a situação da seguinte maneira: “A minha intenção é manter o reforço defensivo, inclusive com o trabalho deixado pelo Gilmar Dal Pozzo, e ganhar um pouco mais em velocidade na transição das jogadas de ataque”, anunciou.
Dado Cavalcanti disse ter aproveitado o tempo que passou longe da Curuzu, com o time sendo comandado pelo técnico Gilmar Dal Pozzo, para estudar melhor a Segundona e, principalmente, os motivos que levaram o Papão a fazer uma campanha abaixo do esperado. “Esse tempo que fiquei fora me fez refletir, me fez entender o que estava acontecendo. Pude visualizar outras coisas. É importante você sair de seu eixo, de seu meio e ver esse ambiente um pouco de cima. Essas reflexões me trouxeram também um pouco da perspectiva de mudanças”, prosseguiu.
Segundo ele, o Papão cometeu algumas falhas em seus jogos, uma delas, na avaliação dele, a retenção da bola. “Nosso time circulava a bola, ficava com a bola, trabalhava a bola, mas não fazia gol e ainda acabava sofrendo gols em contra-ataques. Nessa Série B, a posse de bola não quer dizer nada”, finalizou.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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