Sete anos se passaram desde a escolha do Rio de Janeiro com a sede dos Jogos Olímpicos de Verão 2016. E desde então a expectativa cresceu, ano a ano, sobre o que a delegação brasileira poderia conquistar. Há quatro anos, em Londres, o país retornava com a maior quantidade de medalhas já conquistadas em uma Olimpíada, mas o número de ouros (principal critério de desempate) foi considerado decepcionante pelo volume de atletas e equipes entre os favoritos. Este ano, em casa, o Brasil conquistou seu melhor resultado histórico – repetiu e pode superar o número de medalhas de ouro e ainda tem a chance, até neste domingo, de ultrapassar o total de pódios de Londres.
O resultado destaca os investimentos no esporte nos últimos anos. O programa Forças no Esporte, iniciado em 2008, tem os resultados mais destacados. Das 15 medalhas, 10 foram conquistadas por atletas ligados a alguma corporação das Forças Armadas. Soma-se a esse programa outros, como o Bolsa-Atleta, de distribuição de bolsas esportivas, e o Bolsa-Pódio, com valores maiores para os atletas de melhor índice em nível mundial.
Esse último projeto foi a ponta de um movimento ambicioso do Governo Federal, após os jogos de Londres. O Projeto Brasil Medalhada, assinado em 2012, reverteu entre 2013 e 2016 R$ 1 bilhão no esporte, através de investimentos em bolsas esportivas, infraestrutura, equipamentos, equipes multidisciplinares de apoio e outras formas de capacitação.O valor aplicado, no entanto, também foi alvo de críticas. A principal delas diz respeito à falta de investimentos na formação de atletas de base, na cultura do esporte e na sua utilização para promoção de saúde e qualidade de vida, restringindo o foco do programa na conquista de medalhas.
Favoritismo também deu lugar ao choro e a alguns fracassos
Embora não viesse com tantos atletas entre os mais cotados como em outros anos, o Brasil ainda tinha, antes do início da Rio-2016, alguns esportes onde era franco favorito e não se saiu bem. Em outros, tornou-se favorito após o desempenho durante os jogos, mas não foi tão longe quanto poderia. E em alguns casos simplesmente atletas com resultados extraordinários não conseguiram repetir seu melhor desempenho.
VÔLEI DE QUADRA
Os casos de maior favoritismo vieram do vôlei. Na quadra, o time feminino do Brasil avançou às quartas de final sem perder nenhum set e nas quartas de final acabou perdendo três contra a China e deu adeus aos jogos sem medalha.
NAS PRAIAS
Já a dupla de vôlei de praia formada por Larissa França e Talita Antunes chegou como campeã mundial, venceu todas as partidas até a semifinal, mas com duas derrotas terminou também sem medalha (e mais uma vez perdendo para a americana Walsh).
HANDEBOL
O handebol feminino entrou como um dos favoritos, especialmente pelo fator casa. Após uma primeira fase impecável – com cinco vitórias e uma derrota – a eliminação sem muita resistência diante de uma esforçada Itália deixou gosto amargo.
BASQUETE
Já o basquete masculino sabidamente não vivia sua melhor fase, mas com três atletas na NBA e outros na liga europeia se esperava que ao menos passasse de fase.
VELA
Entre os que não conseguiram repetir seu melhor dia ficaram o velejador Robert Scheidt. Considerando a idade avançada, 42 anos, e as trocas de categoria nos últimos anos, o quarto lugar não foi tão ruim. Mas foi a primeira Olimpíada que disputou e não chegou ao pódio.
SALTO COM VARA
Fabiana Murer, que conseguiu resultados excelentes em mundiais e torneios indoor, não conseguiu chegar às finais do salto com vara. Uma hérnia de disco, contraída pouco antes dos jogos, parece ter fulminado suas chances.
FUTEBOL FEMININO
Já o futebol feminino conseguiu lotar estádios e comover a torcida, mas em campo seu resultado não foi exatamente brilhante, terminando o torneio com uma sequencia de quatro jogos sem vitória.
(Tasion Almeida/Diário do Pará)
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