A diretoria do Clube do Remo, no início do Campeonato Brasileiro da Série C deste ano, lançou uma campanha junto ao seu torcedor: ‘Como em 2005’. A ação relembra o ano em que o time foi campeão da Terceirona, apoiado em peso pela sua torcida, apelidada desde então de Fenômeno Azul.
Nenhum jogador do atual elenco vivenciou aquele período, mas alguns deles já estavam ano passado e querem o mesmo apoio recebido na reta final da Série D, quando o Leão, enfim, subiu de divisão.
Sempre direto em seus discursos, o goleiro Fernando Henrique entende que os azulinos ainda podem mostrar mais força nas arquibancadas, embora o Remo seja o líder de público da competição. “É a hora do torcedor abraçar a gente. Nesses dois jogos dentro de casa, independente se for domingo, segunda-feira, 18h, a gente sabe que o maior incentivador e quem pode resolver os problemas do clube é a torcida. É a hora do torcedor abraçar a equipe, porque não tem mais volta”, apelou.

| "A nossa torcida intimida os adversários. Ano passado, eles compareceram nos momentos em que mais precisamos e tenho certeza de que este ano não vai ser diferente”, disse goleiro do Remo, Fernando Henrique (Foto: Marcos Santos) |
O pedido, no entanto, não é em tom de reclamação. “Muito pelo contrário. Eu só estou pedindo mais apoio, porque todos nós sabemos do que a nossa torcida é capaz”, argumentou.
NÚMEROS
34.728 - média de público pagante do Remo na Série C de 2005, quando surgiu o apelido da torcida de Fenômeno Azul
15.394 - média de público pagante do Remo na Série D de 2015 (três jogos foram em Paragominas)
11.546 - média de público pagante na Série C de 2016
Fonte: http://www.srgoool.com.br

GOLEIRO EVITA OS PROBLEMAS
Financeiramente, 2016 não tem sido fácil para o clube. Com a eliminação precoce no Paraense e duas derrotas doloridas para o maior rival nas semifinais da Copa Verde, o Remo chega à reta final da Terceirona com totais condições de se classificar para a segunda fase. Por isso, depois de muitas complicações no primeiro semestre, a última coisa que os azulinos querem agora é pensar nos problemas. “Há problemas e não tem como esconder. Todo mundo sabe. Não é o fato de eu não falar que ninguém vai saber. A questão é que dá para solucionar os problemas”, amenizou o goleiro Fernando Henrique.
Talvez o maior e mais velho imbróglio seja o atraso salarial. A diretoria azulina garante que tem trabalhado para pagar os jogadores e funcionários, mas sem êxito. A maior esperança, como sempre, está nas arquibancadas. “Se a torcida for ao estádio, vai ter solução. Cada um faz sua parte, aí dá certo. Com ajuda do torcedor, conseguimos resolver os problemas. Os problemas estão aí para serem
solucionados”, encerrou.
(Café Pinheiro/Diário do pará)
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