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Um dos principais assuntos tratados nos bastidores do Flamengo envolve a administração do Maracanã a partir de 2017. A ameaça da venda da concessão da Odebrecht para a francesa Lagardère por R$ 40 milhões foi mal recebida na Gávea. Se o fato se consumar e
quinta-feira, 10/11/2016, 14:46
- Atualizado 10/11/2016, 15:26
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Um dos principais assuntos tratados nos bastidores do Flamengo envolve a administração do Maracanã a partir de 2017. A ameaça da venda da concessão da Odebrecht para a francesa Lagardère por R$ 40 milhões foi mal recebida na Gávea. Se o fato se consumar e não houver uma nova licitação, o Flamengo não jogará no principal estádio do país.
O mínimo que o Flamengo espera é que uma licitação seja lançada. Perder o processo faz parte do jogo, mas atuar no Maracanã sob a direção de uma nova concessionária está definitivamente descartado pelo clube. O presidente Eduardo Bandeira de Mello, inclusive, mandou um recado aos envolvidos.
'O Maracanã depende do Flamengo para ser viável. Todo mundo sabe disso. Seja através de nova licitação ou transferência, não vejo saída melhor que não seja o Flamengo como protagonista. Se inventarem uma solução com algum grupo estranho, que venha assumir e pretenda contar com o Flamengo para ter lucro, vão quebrar a cara. O Flamengo sobrevive sem o Maracanã. Não sei se o Maracanã sobrevive sem o Flamengo', afirmou o mandatário, deixando claro que o clube não jogará no estádio nessas condições.
'Se houver uma solução em que o Flamengo não participe, o Flamengo não jogará no Maracanã. Podemos assegurar que se o Flamengo for o gestor, o Estado do Rio não vai precisar colocar um centavo sequer na manutenção do estádio. Não sei se outros grupos podem garantir o mesmo', completou.
Questionado sobre a possibilidade da abertura de uma nova licitação com derrota do Flamengo no processo, Bandeira de Mello respondeu.
'Vamos jogar com as regras. Se perdermos, aceitaremos, mas também vamos seguir o nosso caminho e partir para um estádio próprio. Precisamos estar preparados para todos os cenários. Se o nosso projeto do Maracanã não der certo, temos que buscar alternativas para não partir do zero', encerrou.
(Folhapress)
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