Dos 10 novos contratados do Clube do Remo para a sequência da temporada, oito já estão em Belém treinando com o grupo. Se depender deles, todos já estreariam hoje, porém, a diretoria azulina ainda aguarda a regularização dos atletas, que devem ter os seus nomes incluídos no Boletim Informativo Diário da Confederação Brasileira de Futebol. A expectativa é de que os jogadores estejam todos legalizados e aptos para estrear já no próximo domingo.
Se a documentação estiver completa, Josué Teixeira já deve fazer algumas modificações na equipe. O meia Mikael afirma que já está pronto para estrear e que, nestes dias em que está em Belém, começou a se adaptar ao calor da Cidade das Mangueiras. “Eu fiquei uns 20 dias em casa, me exercitando. Faz 15 dias que estou aqui e já estou bem preparado para jogar, sim”, afirma o atleta.
Outro recém-contratado que deve fazer a sua estreia contra o Fortaleza-CE, no próximo domingo, é o volante João Paulo. O jogador comenta que já está pronto para vestir a camisa azulina contra o Leão do Pici. “Estou pronto para jogar. Se o professor Josué Teixeira, optar por mim no próximo domingo, eu já estou pronto”, ressalta.
O Leão recebe hoje também o lateral-esquerdo Gérson e o meia Ronny, que devem treinar com a equipe amanhã. Ao longo desta semana, a diretoria vai acompanhar o BID da CBF para que o treinador Josué Teixeira já comece a planejar o time que ele poderá mandar a campo no próximo domingo.
Vice-campeonato deixa uma importante lição
Apesar de ter perdido o título estadual, o clima pelo Baenão seguia como o de sempre, tranquilo, com alguns torcedores e boa parte da diretoria acompanhando a movimentação. O principal comentário entre alguns dirigentes e até dos próprios jogadores é que o time chegou longe, até mais do que se esperava. Porém, algo que serve até como lição, foi bem repetido: faltou experiência para sair de campo com a taça.
O zagueiro Henrique, um dos líderes da equipe, afirma que ele cobra bastante durante as partidas. Segundo ele, faltou sim, experiência do grupo e, em alguns lances, acabaram sendo os detalhes que fizeram com que o Paysandu saísse de campo com a vitória e com o caneco. “Temos de colocar mais a cabeça no lugar. 45 minutos, lateral na nossa mão. Não tem necessidade de bater rápido, porque não tinha aproximação. Ninguém ficou na frente da bola, para retardar o lance”, relembra. “Eu me esgoelo em campo. Nosso time tem de ser mais experiente. O Paysandu catimbou quando estava ganhando. São esses detalhes que fazem a diferença em um clássico”, completa.
O capitão azulino ressalta que a hora de se lamentar já passou e a equipe já deve pensar na Terceirona. “Infelizmente, a gente perdeu este título, já lamentamos. Temos de erguer a cabeça. Domingo, começa a competição que a gente tanto almeja, e vamos em busca de uma grande vitória”, destaca.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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