O elenco do Clube do Remo retornou de João Pessoa no início da tarde de terça-feira. Trazendo na bagagem um resultado adverso, mas nem tanto. A derrota para o Botafogo-PB, na última segunda-feira, marcou o primeiro jogo em que o time sofreu mais de um gol na Série C, mas os dois gols marcados garantiram que, ao final da rodada, o time permanecesse com os mesmos 8 pontos do Confiança e Sampaio Corrêa, primeiro e segundo time de fora do G4. Com saldo 0, o Leão Azul mantém vantagem sobre os rivais que apresentam saldo de -3.
O técnico Oliveira Canindé não procurou culpados pelo revés, preferindo destacar o mérito do adversário. “O Botafogo mereceu. Não tem como não merecer quando se faz os gols. Nós não fizemos, fomos infelizes nisso, mas não posso buscar culpados porque não faltou aguerrimento e vontade de mudar o resultado”, analisou o treinador.
Canindé afirma que gostou da reação do time na segunda etapa, mas destaca a falha no gol logo do começo do segundo tempo como decisiva para o resultado. “Reposicionei a equipe com as duas linhas de quatro homens. Era para ter um pouco mais de cuidado, porque não é comum você tomar um gol daqueles quando você tem dois zagueiros do adversário que não sobem o tempo todo. Então você não tem um homem a menos”, avalia o treinador remista.
Com reapresentação na tarde desta quarta-feira, o técnico espera poder contar em breve com o retorno do zagueiro Henrique, afastado para tratar de torção no tornozelo. Já o caso de Jayme é delicado. “A situação dele é mais complicada, ele ficou tratando de um quadro de caxumba. Isso precisa de um tempo em repouso. Ou seja, ele não vai poder treinar. Devemos perder de uma semana a quinze dias até ele poder trabalhar e voltar a ganhar ritmo de jogo para ser relacionado”, comentou o técnico azulino.
Saída de Tsunami foi decisiva para a derrota
Embora o placar já fosse adverso àquela altura, a expulsão de Tsunami, ainda no primeiro tempo, foi reconhecida por todos os atletas como um lance que ajudou a definir a sorte do Remo. Com a desvantagem numérica, a pressão fora de casa aumentou e a missão, que já não era fácil, se tornou bem mais difícil. “Dificultou muito jogar com um a menos num campo grande e bom como esse. Sabíamos que o Botafogo era uma equipe de qualidade, então partiria para cima da gente”, comentou o volante Ilaílson, que entrou no início do segundo tempo. Assim como Ilaílson, o zagueiro Leandro Silva também destacou a desvantagem numérica como fator decisivo para a derrota. Mas alega que a expulsão acabou evidenciando a raça e disposição do time em campo. “Com um a menos, tivemos a chance de empatar, até mesmo comigo. Agora é trabalhar. A gente sabe que o nosso time é bom”, disse o zagueiro. Em meio aos colegas, alguns buscaram até proteger Tsunami. “Achei a expulsão injusta. Era um jogador que não tinha sequer tomado cartão amarelo”, detalhou o veterano Flamel.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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