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Os maiores públicos da Série C e arrecadações líquida e bruta são marcas cujo recordista é o Clube do Remo graças à participação em massa do Fenômeno Azul. Para o jogo contra o Sampaio Corrêa, neste sábado (2), o último em casa pela fase de grupos e que, com uma combinação de resultados, pode até classificar o time para o mata-mata do acesso, a expectativa é de mais de 30 mil torcedores. Com as vendas de ingresso iniciadas na última segunda-feira (28), mais de 10 mil bilhetes já foram vendidos, até ontem.
O Clube do Remo solicitou carga total do Mangueirão, 35 mil ingressos, e manteve a promoção de bilhetes a preços reduzidos, utilizados na rodada anterior – R$ 20 a arquibancada e R$ 50 o ingresso de cadeira. Caso consiga vender todos os ingressos, ou chegue bem próximo disso, as médias já impressionantes da torcida azulina devem subir a um patamar ainda mais alto. Caso a partida tenha 30 mil torcedores, a média de público salta de 9.773 torcedores para 13.525. A expectativa é que a arrecadação nas bilheterias passe de R$ 500 mil.
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BLOQUEIO SUSPENSO
E para maior ânimo de atletas, funcionários e torcida, a maior parte do arrecadado com o jogo, dessa vez, deverá ficar com o clube. Em acordo com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PA), o Remo conseguiu suspender o bloqueio de 40% da renda líquida, definindo uma cota fixa de R$ 71 mil a ser paga com a renda do jogo.
“Teremos, em especial, neste jogo, o bloqueio de R$ 71 mil reais, uma vez que o juízo entende que o passivo trabalhista está administrável para ser repassado ao projeto Conciliar”, explica o diretor jurídico do clube do Remo, Gilmar Nascimento, em referência ao projeto de parcelamento de dívidas trabalhistas. Com a arrecadação em maior volume, a expectativa dentro do clube é que a renda quite a folha pendente com o elenco do futebol e pelo menos uma folha dos funcionários.
TORCIDA EM MASSA, MAIOR ‘RESPONSA’
Um duelo entre Remo e Sampaio Corrêa, em qualquer condição, já atrai interesse pelo histórico e rivalidade entre os clubes do Pará e Maranhão, mas o duelo deste sábado tem elementos extras de dramaticidade – o Leão faz seu último jogo em casa na fase de grupos, precisa vencer para manter as chances de classificação e, dependendo dos outros resultados, pode até se classificar com uma vitória simples. Essa motivação tem levado milhares de torcedores aos pontos de venda e criado expectativas imensas para a presença de público.
Os jogadores tem conversado sobre a “Invasão Azulina” ao Mangueirão. “Essa torcida dispensa comentários. No Estado não tem igual e até no cenário nacional é difícil encontrar uma torcida como essa. Jogar pro estádio lotado é uma emoção que não tem como descrever. Não tem como não se doar um pouco a mais do que o possível nessas condições” comenta Martony.
É SÓ SABER CATIVAR...
O zagueiro fará apenas para seu segundo jogo como titular diante do torcedor do Remo, mas avalia com a segurança de um veterano o impacto do público. “Essa torcida é fanática mas, ao mesmo tempo que ela nos dá moral, também nos critica quando merecemos. A gente tem de saber lidar com isso. A gente que vive no mundo do futebol sabe que a torcida é dessa forma, então vamos entrar muito bem e trazer a torcida pro nosso lado”, promete.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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