A campanha irregular, cheia de altos e baixos, feita pelo Paysandu na Série B do Brasileiro, no qual o time ocupa a 14ª colocação, com 27 pontos, 10 a menos que o último colocado do G4, o Ceará-CE, já levou muitos torcedores do clube a “jogarem a toalha”, não confiando mais na subida da equipe à Série A de 2018. Até mesmo entre os atletas bicolores o sonho de classificação à elite nacional foi, momentaneamente, substituído pela sobrevivência do clube na Segundona.
O próprio técnico Marquinhos Santos, de maneira velada, admite que neste momento, com o time convivendo há algumas rodadas na parte intermediária da classificação, entre o G4 e o Z4, o primeiro objetivo é mesmo o de se manter na Série B de 2018. “Só vamos poder falar em classificação na 38ª rodada”, diz o treinador, sempre que questionado sobre o assunto.
Entre os jogadores, o discurso não é diferente do exposto pelo comandante do time. “Nossa primeira meta é subir mais na classificação para que o time se afaste da zona de rebaixamento”, admite o atacante Magno. O zagueiro Diego Ivo faz coro às palavras do companheiro. “O que precisamos agora é pensar em ficar a cada rodada mais distante da zona. Depois, lá na frente, a gente pode pensar em acesso”.
A descrença dos torcedores e do elenco tem justificativa. A equipe, desde o início do campeonato, não conseguiu mostrar personalidade. O grupo tem alternado momentos surpreendentes, vencendo jogos difíceis fora de casa, mas também entregando pontos para adversários modestos em Belém. O Papão, portanto, não apresenta uma regularidade, como exige a competição, o que é comprovado pelos times que estão no topo da classificação.
Opções têm! só falta provar que jogam...
Com um total de 31 contratações até aqui e com a direção do Paysandu ainda pensando na vinda de novos atletas, o técnico Marquinhos Santos não tem do que se queixar da falta de opções para escalar o time. O problema, como qualquer torcedor pode constatar, é que alguns jogadores até agora não conseguiram mostrar que têm gabarito para disputar a Série B e, em outros casos, não conseguiram reeditar o desempenho de seus ex-clubes. O atacante Anselmo, por exemplo, até aqui não se mostrou eficiente. O veterano atleta, de 36 anos, retornou à Curuzu, onde esteve em 2005, com o cartaz de ter sido o terceiro maior goleador do Brasil, em 2016, marcando 23 gols em 50 partidas pelo Fortaleza-CE. No Paysandu, tem sido um fiasco, perdendo até mesmo a vaga no time, pelo qual ainda não conseguiu marcar na Série B.
Assim como Anselmo, o meia Diogo Oliveira, que foi o maestro do Brasil-RS no ano passado, também não tem passado de um coadjuvante no desafinado time bicolor. O meio-campista tem se notabilizado mais pelo fato de ser o jogador com maior número de substituições. E tudo isso com o clube honrando com o pagamento dos salários do elenco, situação rara de se ver no futebol de hoje, com a grave crise financeira que se alastra pelo País.
(Nildo Lima/Paysandu)
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