O executivo de futebol do Paysandu, André Mazzuco, em conversa exclusiva com o Bola admitiu que alguns equívocos foram cometidos pelo clube nas contratações para o Brasileiro. Contudo, ele negou que a vinda dos atletas para a Curuzu ocorreram de maneira aleatória, sem o devido estudo da passagem deles pelos ex-clubes. O executivo deu como exemplo o caso do atacante Anselmo, que em seis jogos até agora não fez um só gol.“Nenhum atleta veio para o Paysandu sem que houvesse um argumento consistente para a contratação dele”, assegurou.
“Nenhum jogador vai para um clube pré-disposto a não jogar nada”, completou. Mazzuco ressaltou que a insatisfação com a produção de alguns atletas não é exclusividade do torcedor. “Nós também ficamos insatisfeitos com o rendimento de alguns deles, de quem esperávamos bem mais”, disse.Quanto a Anselmo, especificamente, o funcionário comentou: “No ano passado, ele fez a melhor temporada da carreira, o número de gols dele foi o melhor de todos. Isso nos credenciou a apostar no atleta. Infelizmente, ele não conseguiu repetir aqui no Paysandu o que fez em seu ex-clube. A gente imaginava que ele poderia dar certo, mas não deu”, arrematou Mazzuco.
BOLA DENTRO
Eles são os únicos que ainda dão uma forra…Nem todas as contratações do Paysandu na temporada foram um tiro na culatra, embora o número de disparos contra os próprios pés dos dirigentes tenham sido bem mais freqüentes. Dos importados, o que mais tem se destacado até aqui, sem dúvida, é o atacante Bergson, artilheiro do time na temporada, com 18 gols, 8 deles na Série B. O meia-atacante Fernando Gabriel foi outro dos raros tiros certeiros do clube. O problema foi que o jogador não demorou a pegar a mala e se mandar para o exterior. Outro que tende a entrar no seleto grupo dos bons atletas na Curuzu é o lateral-esquerdo Guilherme Santos, que, após a sua animadora estreia, ficou de fazer ontem, diante do Goiás-GO, a sua segunda partida pelo clube.
É COMPLICADO...
Diogo Oliveira: será que o custo-benefício compensa?Embora venha participando constantemente dos jogos do time, o meia Diogo Oliveira, por algum tipo de problema físico, imagina-se, não consegue começar e terminar os 90 minutos das partidas. O atleta, em números absolutos, entre todos os jogadores do Papão é o que mais vezes foi substituído ou substituiu algum companheiro, como ocorreu contra o ABC-RN, quando o técnico Marquinhos Santos alegou tê-lo tirado do time por ordem tática.
Nos onze jogos que fez pelo Papão no Parazão, o meio-campista não conseguiu jogar um só a partida inteira. No total foram 33 jogos, com apenas quatro deles completas. Os números acabam conspirando contra o custo/benefício da contratação do atleta, que, segundo informações extra-oficiais, possui um dos salários mais altos do elenco do clube.

(Nildo Lima/Diário do Pará)
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