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Não importa como, mas o Papão tem que ganhar

O técnico Marquinhos Santos está apostando suas fichas que o Paysandu será um time valente e “raçudo” na sequência dos 12 jogos que ainda lhe restam até o final da Série B do Brasileiro. Contudo, o treinador avisa ao torcedor que não espere um futebol vis

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O técnico Marquinhos Santos está apostando suas fichas que o Paysandu será um time valente e “raçudo” na sequência dos 12 jogos que ainda lhe restam até o final da Série B do Brasileiro. Contudo, o treinador avisa ao torcedor que não espere um futebol vistoso da equipe nas partidas, tanto dentro como fora de casa. Ele cita como exemplo a vitória por 2 a 1 sobre o Guarani-SP, obtida mais na base da vibração do que da organização tática e do desempenho.

Segundo Marquinhos, com o campeonato a mais de meio caminho percorrido, não há tempo suficiente para se fazer um trabalho de aperfeiçoamento da forma de jogar do time. “Isso só é possível no início da temporada”, disse. Questionado se a partir do jogo passado o Papão será um time guerreiro, o treinador responde afirmativo. “É o mínimo que a gente pode entregar ao torcedor e os jogadores sabem disso”, afirmou.

O comandante bicolor garantiu ter sentindo uma vibração positiva por parte de seus jogadores já no intervalo da partida contra o Bugre. “Foi bonito ver o vestiário, no intervalo, vibrante”, contou. Ele, no entanto, evitou muitas promessas ao torcedor no que diz respeito a resultado. “Você não pode prometer vitória, mas você pode prometer trabalho e entrega. Numa Série B em andamento, não se tem tempo para trabalhar e fazer um jogo bonito que garanta o resultado”, discursou. “Jogo bonito é só com o tempo, com um lastro de trabalho”. O treinador parabenizou os seus atletas pela vitória na última terça-feira.

CRÍTICAS MINIMIZADAS

“O time teve paciência e perseverança, vindo de uma situação de cansaço após o jogo com o Goiás e uma viagem longa, desgastante”, observou. O fato de ter sido criticado pelos torcedores, após a partida, não foi levado em conta. “O Paysandu é um time grande e quem não suporta pressão não tem condições de jogar e trabalhar aqui”, disse, lembrando que passou por situação parecida no Bahia-BA, Coritiba-PR e Fortaleza-CE.

SÓ MUDA O NECESSÁRIO

Como de costume, o Paysandu deixou Belém, ontem, sem que o técnico Marquinhos Santos tenha dado sequer pistas de como pretende montar a sua equipe para encarar o Juventude. Com tantos desfalques no grupo (leia ao lado), o treinador somente hoje, após o último treino do grupo, já em Caxias do Sul (RS), é que deverá maturar a composição da onzena bicolor. Apesar do silêncio do treinador, que ontem não deu entrevista, já dá para se ter um desenho da formação que deverá iniciar no Alfredo Jaconi.

As apostas são de que nada muda na defesa e no setor de ataque, que permanecem os mesmos do jogo contra o Guarani. No meio de campo, sem o volante Rodrigo Andrade, suspenso pelo terceiro amarelo, o treinador, tudo indica, deverá lançar mão de Jhonnatan ao lado de Augusto Recife, Nando Carandina e Juninho na formação do quadrado de meio de campo.

TIME PROVÁVEL

Emerson; Ayrton, Perema, Diego Ivo e Guilherme Santos; Augusto Recife, Jhonnatan, Nando Carandina e Juninho; Marcão e Bergson.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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