Um dia após a vitória sobre o Guarani-SP, resultado que serenou os ânimos, o técnico Marquinhos Santos já teve de se virar, ontem pela manhã, na Curuzu, para definir os atletas para a viagem a Caxias do Sul, no início da tarde. O treinador, que já não podia contar com o zagueiro Douglas Mendes e os volantes Renato Augusto e Rodrigo Andrade, os dois primeiros lesionados e o último suspenso, teve mais um desfalque: o meia Diogo Oliveira, que também foi vetado pelo Departamento de Saúde do clube.
O apoiador se apresentou no clube bastante febril e com inflamação na garganta, problemas que o atleta, conforme informou o próprio treinador, já haviam sido constatados no intervalo da partida contra o Bugre, o que, ainda de acordo com Marquinhos, provocaram a substituição de Oliveira. Ontem, porém, o quadro se agravou, fazendo com que os médicos tomassem a decisão de vetar o meio-campista para a partida contra o Juventude.
QUEM SUBSTITUI
Com a ausência de Diogo, o rol elaborado pelo treinador acabou ficando capenga, já que apenas um jogador de armação foi incluído no grupo: Fábio Matos, que, inclusive, não tem sido utilizado com frequência na equipe. No tocante aos substitutos para as duas outras funções - zagueiro e volante - o treinador tem bem mais opções. Para a zaga, o técnico relacionou o jogador Alan, que veio da base e tem agradado ao comandante bicolor. “O Alan Pirulito tem trabalhado forte e tem tido uma evolução muito boa. É mais um zagueiro que pode nos auxiliar, nos ajudar nesse trabalho”, disse Marquinhos.
PRIMEIRA VEZ
O zagueiro Alan, apelidado na base bicolor de Pirulito, alcunha adotada até pelo técnico Marquinhos Santos, foi alvo de gozação de seus companheiros na viagem da delegação do Paysandu de Belém até Porto Alegre, de onde o grupo seguiria de ônibus, ontem à noite, até Caxias do Sul, distante 128 quilômetros da capital gaúcha. O garoto, de 18 anos, fez a sua primeira viagem de avião e deve ter tido muita paciência para aturar a pilhéria dos demais atletas, todos pra lá de rodados em aeroportos, alguns com experiência até internacional, caso do lateral Guilherme Santos.
“Também passei por isso na minha época na base do Vasco”, disse o lateral. “É claro que a gente vai sim tirar um sarro, fazer aquela resenha, mas sempre dando, ao mesmo tempo, força ao garoto”, avisou Guilherme.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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