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ESPORTE BRASIL

Sem Bergson, Marcão é a bola da vez no Papão

O atacante Marcão parece ser a carta no bolso do colete do técnico Marquinhos Santos para resolver a ausência de Bergson, que cumpre suspensão. O treinador não chegou ainda a confirmar a mudança, mas, após a partida passada, deu o caminho das pedras ao fa

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O atacante Marcão parece ser a carta no bolso do colete do técnico Marquinhos Santos para resolver a ausência de Bergson, que cumpre suspensão. O treinador não chegou ainda a confirmar a mudança, mas, após a partida passada, deu o caminho das pedras ao falar sobre a solução para o desfalque. “É um jogador que está descansado e com o qual a gente ganha muito nas jogadas aéreas na área”, justificou o treinador, que prometeu analisar bem o bem o adversário paranaense.

“A gente vai estudar a equipe do Londrina-PR, sabemos que é um time que tem um conjunto e um modelo de jogo definidos”, declarou, ao falar sobre a montagem da formação bicolor. “Vamos estudar, mas não vamos fugir muito do que nós temos feito, sendo agressivos e jogando verticalmente”, anunciou. Além de Marcão, Marquinhos tem como opção para recompor o ataque os jogadores Welinton Júnior e Magno, que entraram no decorrer da partida com a Luverdense, enquanto Caion e Juninho entraram jogando.

UNS VÃO, OUTROS VOLTAM

Enquanto dois retornaram Lucas do Rio Verde para Belém - o lateral-esquerdo Jean e o atacante Bergson -, outros dois jogadores do Paysandu ficaram de viajar, ontem à noite, com destino a cidade de Londrina, para o jogo do final de semana, contra o Londrina-PR, no caso o lateral-esquerdo Peri e o meia Fábio Matos. O retorno de Bergson se deu por um motivo lógico. Ele recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Luverdense-MT, e cumprirá suspensão. Já o afastamento de Jean da delegação bicolor, quer viajou ontem para o Paraná, se deu por opção do técnico Marquinhos Santos.

Tanto Peri como Fábio não puderam enfrentar o Luverdense em função da suspensão que tiveram que cumprir pelo terceiro amarelo. Como já conta com Peri, Marquinhos achou por bem promover o corte de Jean do grupo que tem para encarar o Tubarão, como é chamado o Londrina. Ainda no interior do Paraná, Bergson, que anotou o seu 10º gol na Série B do Brasileiro na terça-feira, lamentou o fato de não estar em condições de enfrentar o adversário paranaense. “Até gostaria muito de viajar e ajudar nossa equipe, mas, infelizmente, isso não vai ser possível”, lamentou Bergson, prometendo torcer, em Belém, pelos companheiros.

Desgaste com viagens volta a ficar em foco

Alternando os pés na estrada e a cabeça nos ares, entremeados com o empate diante do Luverdense-MT, na última terça-feira (17), o Paysandu, que ficou de chegar, ontem à noite, à cidade de Londrina, no norte do Paraná, onde enfrenta, no final de semana, o Londrina, já percorreu, só para essas duas partidas, 3.568 quilômetros de rota aérea, além de outros 664 quilômetros de viagem, de ida e volta, pela estrada, entre as cidades de Cuiabá e Lucas do Rio Verde. O Papão é uma das equipes que mais se desgastam nos deslocamentos para os jogos da Série B do Brasileiro, o que é reclamado pelo grupo.

O volante Renato Augusto, um dos que mais lamentaram o empate (1 a 1) diante do Luverdense, depois do o Papão estar vencendo a partida até o final do primeiro tempo, creditou o resultado, em parte, ao cansaço do deslocamento do time. “A equipe estava desgastada sim por causa da viagem, longa e complicada”, afirmou, ainda em Lucas do Rio Verde. “Eu, falando por mim, me senti muito cansado”, ratificou. O meio-campista ressaltou que o Papão ainda teria de encarar estrada e voos até o jogo contra o Londrina. “Temos outro deslocamento longo e desgastante, mas que precisa ser superado”, observou.

De Lucas do Rio Verde, a delegação seguiu viagem, na madrugada de ontem, pela estrada, até Cuiabá, num percurso de 332 quilômetros, que já haviam sido percorridos na ida à cidade do interior do Mato Grosso. De lá, tomou um avião até São Paulo e, posteriormente, seguiu viagem para Londrina, numa viagem aérea de 464 quilômetros, com o término às 19h40. O técnico Marquinhos Santos, após o jogo passado, também falou sobre o cansaço do time em função da distância para os jogos. “Sem dúvida que o grupo sentiu, mas não estou usando isso como desculpa”.

A VIA-CRÚCIS BICOLOR

- Belém - Cuiabá (MT)
Avião - 1.778 Km

- Cuiabá (MT) - Lucas do Rio Verde (MT)
Ônibus - 332 Km

- Lucas do Rio Verde (MT) - Cuiabá (MT)
Ônibus - 332 Km

- Cuiabá (MT) - São Paulo (SP)
Avião - 1.326 Km

- São Paulo (SP) - Londrina (PR)
Avião - 464 Km

Total: 4.232 Km

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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