Em manhã paulista de muito frio, o clima na Paralimpíada Escolar esquentou com mais um dia de competições. No Goaball, novamente muita vontade de vencer em um dos jogos com mais rivalidade do evento estudantil. No primeiro jogo da manhã, entre Pernambuco e Minas Gerais, por exemplo, espaço lotado e jogadores se provocando de lado a lado. Se existisse clima de Libertadores na Paralimpíada, com certeza o Goaball seria emblemático.
O Pará venceu o primeiro jogo, na quarta (22), a equipe de Mato Grosso. Na quinta (23), contra o Rio Grande do Sul, um grande jogo, em clima menos competitivo entre os jogadores. Os gaúchos chegaram a abrir 4 x 1 no placar, mas se paraenses empataram e chegaram a virar por 5 x 4. Depois de alternância constante, Rio Grande do Sul acabou vencendo por 12 x 8.
Apesar do placar e da derrota, os paraenses eram só felicidades. Na comissão técnica, duas mulheres. Rosana Feitosa e Kátia Tadaiesky comandaram os garotos do Pará, que nunca tinham jogado juntos e não vieram com reservas, diferente de outras delegações.
"Esses meninos jogaram pela primeira vez juntos. Estudam em escolas diferentes e não conseguimos unir os três para treinamentos. Mas estamos felizes. Essa participação deles vai incentivar que outros atletas queiram participar nos próximos anos", disse a orgulhosa Kátia.
No apito final do árbitro, a delegação do Rio Grande do Sul comemorou educamente e tratou de confraternizar juntamente com os paraenses, exalando o verdadeiro sentido do esporte e das Paralimpíadas Escolares.
Para os paraenses, mesmo sem a conquista de medalha, fica mais uma vez a lição de superação e dever cumprido.
(Por Felipe Saraiva. Enviado especial aos Jogos Paralímpicos Escolares)
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